quarta-feira, 9 de abril de 2008

a dureza depois das conquistas a pulso














Hillary Rhodam Clinton está distante. É norte-americana e isso diz tudo. A cultura do seu país tem idiossincrasias que dificultam a sua compreensão para as pessoas que vivem na Europa.  Leio que é, dos dois candidatos do partido democrático às próximas eleições presidenciais, o que se situa mais à esquerda segundo os padrões europeus.

Também percebo que tem três fortes pontos críticos: é mulher, é casada com Bill Clinton e tem um grande rival no seu partido. Apesar disso, tem conseguido construir um trajecto singular e mantém-se com possibilidades de ser eleita. É obra.

As pessoas que a conhecem mais de perto traçam-lhe o carácter. Diz-se que Hillary Clinton é, por vezes, muito dura com os seus colaboradores, principalmente com aqueles que ocupam funções que ela já desempenhou. E explicam: Hillary conquistou tudo a pulso e trabalhou muito para obter bons resultados - é consensual na sociedade norte-americana a excelência profissional de Hillary Clinton, parece-me - e nunca conseguiu um lugar de poder sem ter de lutar muito por isso. Parece que irrita-se muito quando vê alguém usar o privilégio de decidir a vida das organizações, e das pessoas, claro, que dirige, sem fazê-lo com dedicação, com estudo e com sentido de responsabilidade. E não perdoa. Compreende-se.

Temos de esperar. Em breve saberemos quem é o candidato do partido democrático. Seja Hillary Clinton ou Barack Obama, o que espero é que haja uma mudança nas políticas da administração norte-americana.







(Quer ler alguns dos textos
que já escrevi sobre educação?

Clique aqui.)


2 comentários:

  1. Estou como tu. É preciso é que haja mudança.
    Mas eu estou com Barack - não porque...... ( continuará por mail esta minha explicação. Coisas de lóbi).
    Bjo

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  2. As miúdas sempre vão perdendo qualidades e mais não digo. Beijo.

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