segunda-feira, 16 de novembro de 2009

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Foi daqui.


 


 


 


O governo parece muito preocupado com as escolas e com os professores que aderiram ao inexequível modelo de avaliação - a sua queda e substituição é comprovada e consensual - e que o efectivaram em seis meses e nas condições que se conhece. Argumentam que esses aderentes tiveram uma carga de trabalho elevada e que não podem ser defraudados.


 


Quem for bem intencionado, e estiver informado, sabe que não é assim. São os próprios relatórios do ME que falam em medo e mais outras coisas de bradar. Também se conhece a atmosfera de fingimento e de farsa que vigorou e vigora, para já não falar dos conhecidos oportunismos que tanto nos envergonham como classe profissional. E ao que se sabe, os inúmeros porta-folhas não atestam da qualidade profissional de quem quer que seja.


 


Mas se quisermos raciocinar nas categorias cínicas que Maquiavel advogava, podemos dizer que o governo do partido socialista está com medo de perder mais professores: os que foram indefectíveis das suas políticas e os que movem os valores de acordo com as circunstâncias. Não se esqueçam que o calendário eleitoral é uma incógnita. E desculpem-me a franqueza e a veia fracturante que se apoderou de mim nos últimos tempos. São os limites da paciência.

5 comentários:

  1. Quem escreve verdades não tem nada que se desculpar Paulo.

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  2. Um professor resistente13 de novembro de 2009 às 22:10

    A transparência dói mas PREVINE o futuro.

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  3. Perde a paciência amiúde, a verdade e a realidade agradecem.

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  4. Viva Francisco.

    Olha que não tenho tanta certeza disso. Não há nada de concreto que me leve a escrever isto, mas se tu o dizes quem sou para te contradizer. Obrigado pelo apoio.

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  5. Perder mais professores? Ah sim, faltam os "adesivos" . Como manter estes contentes?

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