terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

falhanço redondo versus soberba obsessiva (para não lhe chamar outra coisa)

 


 



Foi daqui


 


 


 


Sabe-se que uma forma terrível da inveja é a soberba: "sou tão bom que não admito nem falhar nem sequer que haja quem faça melhor do que eu". Outra manifestação da soberba é a mentira compulsiva, que, e dizem os estudos, usa-se de modo a tentar ficar sempre bem na fotografia. Outra ainda é a tentação para dar um opinião em registo teimoso e obstinado sobre tudo e mais alguma coisa. 


 


Li a notícia que se segue e fiz uma pesquisa para conhecer mais declarações sobre o assunto do défice orçamental.


 


Vamos lá então por partes.


 


Título da notícia:


 


Ministro assume falhanço redondo nas previsões das contas públicas


 


 


Explicação do primeiro-ministro sobre o assunto:






"Decidimos aumentar o nosso défice não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias", "O défice orçamental português aumentou por uma boa razão, para responder à crise" (...) "O facto de o Estado português ter decidido aumentar o seu défice foi para resolver os problemas e numa dimensão em linha com as outras economias. Não se elevou demasiado, mas sim em linha com a média dos países evoluídos e numa proporção aceitável".


 


Explicação do ministro das finanças sobre o assunto:






“As previsões falharam redondamente em todo o lado e não foi porque houvesse intenção de enganar” (...) "Eu engano-me mas não engano” (...) "Não tenho pejo em reconhecer a minha quota parte de responsabilidade no perfil de estagnação e de crescente endividamento."

 


 




Fonte: Público on-line.

2 comentários:

  1. ..."presunção e água benta, cada qual toma a que quer"

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  2. ... ou a que pode... no caso referido, é mais teimosia e chico-espertice.

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