domingo, 4 de janeiro de 2015

a educação física e a fractura curricular

 


 


 


A estrutura curricular nos países menos desenvolvidos tem uma fractura comum: predominam as disciplinas denominadas nucleares e atribui-se um papel residual aos saberes do domínio das humanidades e das artes onde se pode incluir a educação física. Objectivamente, a ruptura verifica-se na carga horária. Disciplinas como a língua materna ou a matemática atingem, desde cedo, o dobro ou o triplo das horas semanais das restantes. Estas decisões carecem de fundamentação empírica e há quem advogue que o inútil "mais do mesmo" ainda acentua a desigualdade de oportunidades.


 


As últimas décadas em Portugal pareciam contrariar essa tendência empobrecedora e os testes internacionais confirmavam os progressos. Com a chegada de Sócrates e Rodrigues, agudizada com a tragédia de Passos e Crato, a ideia de escola completa, que estrutura as sociedades para uma forte e maioritária classe média, ficou comprometida.


 


É também isso que os professores de educação física denunciam.


 


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