sábado, 28 de dezembro de 2019

Professores e "Nuvem Humana"

2ª edição



"Podemos chegar a um futuro em que uma parte da força de trabalho desenvolverá diferentes tarefas para assegurar o seu rendimento - pode-se ser um motorista da Uber, um shopper do Instacart, um anfitrião do Airbnb e um Taskrabbit", Klaus Schwab (2017:46), "A Quarta Revolução Industrial". 



Ou seja, é pertinente a interrogação (bem fundamentada) que coloca os professores contratados neste nível de precariedade. Aliás, o facto da profissão de professor não aparecer nos quadros de probabilidades das profissões mais ou menos propensas à automatização suprime ainda mais qualquer certeza sobre o futuro.


Mais à frente, o autor diz que



"(...)as vantagens para as empresas e, em particular, para as startups em rápido crescimento na economia global são claras. À medida que as plataformas de nuvem humana classificam os trabalhadores como independentes, ficam livres(...)dos aborrecimentos e regulamentos de empregos.(...)Para as pessoas que estão na nuvem,(...)será este o início de uma nova e flexível revolução do trabalho que capacitará qualquer indivíduo que tenha ligação à internet e que eliminará a falta de competências? Ou poderá desencadear o início de uma corrida inexorável para o fundo num mundo de exploração do trabalho virtual não regulamentado? Se o resultado for o último(...)será que isto poderá conduzir a uma poderosa fonte de instabilidade social e política?(...)"


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