PALAVRAS (MAL)DITAS
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Podemos entender o discurso do ministro num sentido mais benigno: pessoas com mais baixos rendimentos estão habituadas a condições de vida mais desfavoráveis, têm mais resiliência, convivem mais facilmente com o inaceitável, por hábito, têm menos poder reivindicativo e menos capacidade de indignação. A solução não estará em alterar a composição dos grupos que usufruem dos espaços, mas em o Estado, diligente e responsavelmente, suprir as necessidades para que os estudantes universitários gastem as suas energias naquilo que se espera deles e não a tentar sobreviver dignamente. Claro que como alguém que está no mundo da política, o ministro tem que avaliar as várias camadas de interpretação do seu discurso antes de o produzir, errar é humano, mas também denuncia uma lógica de classes no seu pensamento, o que não é de admirar.
ResponderEliminarSem dúvida.
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