quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Como?!


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7 comentários:

  1. A história ainda é mais interessante e se estivéssemos num país com alguma decência as coisas tinham de ir mais longe. No mínimo, merecia eleições antecipadas e já. E prisões.

    "O temido Cartel de los Soles, supostamente liderado por Maduro, afinal de contas não existe, reconhecem os EUA. Em 2025, Chega, IL e PAN aprovaram, com abstenção do PSD/CDS, o reconhecimento desta organização fantasma em Portugal."

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  2. Parte 3
    Dois partidos revezavam-se no poder AD e COPEI, absorviam as riquezas do país, mantinham-se fiéis à interpretação da doutrina Monroe que interessava aos Estados Unidos e ofereciam subserviência aos Estados Unidos. Até que um dia Chavez chegou, deu um murro na mesa e disse: " A Venezuela é de todos os venezuelanos". Os invisíveis pela primeira vez começaram a perceber que tinham direitos, começaram a ganhar consciência social, começaram a politizar-se e a ser ativos, educaram-se, adquiriram competências. Foi o seu 25 de abril. A classe média alta e as elites começaram a perder privilégios, entretanto a miscigenação já se tinha dado com êxito, os vários povos oriundos de todos os continentes já se tinham misturado.

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  3. Parte 4
    O modelo político defendido por Chavez para integrar essa massa de venezuelanos esquecidos, não agradou ao liberalismo que vive sempre de uma margem de deserdados, em Portugal são dois milhões, a Venezuela passou a sofrer bloqueios e sanções para boicotar o modelo político de Chavez, a carência, a fome e a inflação visavam tornar os venezuelanos insatisfeitos e fazer com que virassem as costas ao modelo de Chavez, houve muita contestação social, violência e repressão mas os venezuelanos não foram ingratos e não caíram na armadilha, Chavez foi raptado durante 3 dias, com a conivência do governo colombiano da altura, e a comunicação social capturada, enganou os venezuelanos dizendo-lhes que Chavez tinha fugido do país e abandonado o seu povo, na altura não havia redes sociais como fonte de informação alternativa, sorte hoje da Palestina, mas havia TV Cabo e o povo começou a ser informado da verdade, saiu à rua a bater com tachos e panelas exigindo que o seu Presidente fosse devolvido, e conseguiram.

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  4. Parte 5

    É preciso realçar que não foi Chavez quem nacionalizou o petróleo, foi Andrés Perez, um Presidente anterior, fê-lo com o acordo dos Estados Unidos de forma negociada, com vantagens para as duas partes, mais tarde a Venezuela percebeu que estava a ser enganada pelos Estados Unidos porque eles estavam a levar mais petróleo do que o acordado, justificaram dizendo que o que estavam a levar era petróleo que não prestava, para asfaltar, o que os venezuelanos descobriram não ser verdade e denunciaram o acordo. Chavez entretanto contraiu cancro, curiosamente na mesma altura em que outros líderes da américa latina contrairam cancro também, eles curaram-se mas Chavez não, aconteceu também numa altura em que Chavez pretendia fazer regressar as reservas de ouro venezuelanas que estavam em bancos estrangeiros para bancos venezuelanos, não posso deixar de estabelecer o paralelismo com o que aconteceu com os líderes da Líbia e do Iraque, que pretendiam também, legitimamente, ultrapassar os cercos económicos estrangeiros e construir a sua autonomia financeira. Quando anunciaram publicamente que o iam fazer não tiveram muito mais tempo de vida e os seus países ficaram destruídos. A estratégia é sempre a mesma, a mentira, a difamação, o assassinato de caráter, para diminuir a empatia e o horror perante a amoralidade das ações americanas e dos seus apoiantes, a despersonalização e a humilhação pública do oponente como forma de morte política e histórica, quando não física. Nem a Venezuela, nem Maduro têm alguma coisa a ver com droga, isto consta em relatórios internacionais. Nunca a Europa teve tanto consumo da cocaína como agora, nunca esteve tão barata, uma linha custa 5€, vem da Colômbia e do México e continua a fluir com facilidade, as pessoas sentem que precisam da cocaína para trabalhar mais intensamente, durante mais tempo e para se divertirem. Trump gastou 500 milhões na operação de sequestro de Maduro mas não colabora com os Presidentes do México e da Colômbia para a eliminação dos cartéis. Não vou também produzir narrativa sobre o perfil moral da oposição venezuelana, a falta de classe com que Corina Machado vem agora a correr, oferecer metade do seu prémio Nobel da Paz a Trump, para comprar a sua boa vontade, demonstra que é uma personagem de trazer por casa e que não há degraus que não seja capaz de descer, aí Trump e os seus conselheiros foram argutos. De facto, a oposição não tem o apoio da maior parte do povo venezuelano, nem das polícias, nem dos coletivos, nem das forças armadas, Trump disse: "somos bons a invadir mas não a ficar lá, em cada dez vezes, falhamos nove", daí, ardilosamente, Trump querer comprar as boas graças do povo venezuelano, acabando com o bloqueio de forma condicional e assim abrindo caminho com o tempo à alternativa política liberal, conta com a tradicional perda de memória intergeracional, com a manipulação do povo e com o predomínio do sistema límbico, o deslumbramento e o consumismo do povo. Trump foi certeiro, mantém no poder quem conhece o terreno e sabe o que está a fazer, mas com uma coleira, até que o povo esteja pronto a aceitar uma economia liberal. A única surpresa perante este desplante de Trump é: o que vai fazer a Venezuela, uma vez que está chantageada e com o seu Presidente sequestrado, o que vão fazer a China, a Rússia e Cuba, uma vez que, segundo Trump, a Venezuela vai andar ao seu assobio. Como sei isto tudo? Nasci, e vivi na Venezuela antes e depois de Chavez

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