Afinal, sabe-se quais são os alunos sem aulas. Como sempre se disse, sabe-se quais são os alunos sem aulas e, obviamente, também nos anos e disciplinas do secundário com exame. Impressiona esta saga manipuladora de dados que tem atravessado a falta estrutural de professores na última década. Se foi inadmissível e imperdoável o silêncio institucional e político-medíático imposto até 2023, não é menos gravoso o emudecimento registado a partir daí. O actual Governo refugiou-se na incompetência dos serviços centrais do MECI em apurar dados rigorosos e conseguiu a obliteração do assunto na agenda político-mediática e nas sucessivas campanhas eleitorais. Prometeu para Março de 2026 um sistema rigoroso de tratamento de dados, mas já se vai dizendo que a tarefa é árdua e que só lá para 2028 (é espantoso como se sucedem governantes que não conhecem o que vão administrar). Entretanto, os alunos mais endinheirados vão tendo soluções e as desigualdades educativas crescem paulatinamente.
Ora leia:
"Exames dos alunos sem aulas devem pesar menos na nota final, defendem diretores das escolas."
"Representante dos diretores escolares defende que encontrar uma solução para os estudantes com elevado número de aulas em falta deve ser uma prioridade. Professores e pais pedem aulas extra."
Ora leia:
"Exames dos alunos sem aulas devem pesar menos na nota final, defendem diretores das escolas."
"Representante dos diretores escolares defende que encontrar uma solução para os estudantes com elevado número de aulas em falta deve ser uma prioridade. Professores e pais pedem aulas extra."
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