Há muito que escrevo sobre a encruzilhada em que caiu a escola pública e convenço-me que a inacção política em relação às irrefutáveis causas estruturais (carreira, avaliação dos professores e gestão as escolas, que provocaram queda das aprendizagens, indisciplina nas salas de aula e aumento do inferno de inutilidades burocráticas) tem uma forte componente financeira. A percentagem do PIB para a Educação já baixou do mínimo democrático dos 3% (o que não acontecia, repita-se, desde 1973; estará nos 2,6% para gáudio dos financeiros) e a impreparação dos decisores origina receio em mudar o que tem que ser mudado. A vida das escolas está tão longe do laboratório da democracia, que já é o poder central que ridiculamente constitui um grupo de trabalho para determinar as actividades escolares que são educativas e que se podem realizar. Ou seja, não basta dizer para que se voe. Antes do mais, quem o diz tem que ser exemplar. Além disso, em democracia o voo é um exercício livre, autónomo e responsável e resulta de uma aprendizagem grupal diária e exigente. E, já agora, é possível mudar causas estruturais sem aumento de despesa.
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