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quarta-feira, 25 de maio de 2022

O Fanatismo Faz Muito Mal às Organizações

E seja lá no que for. O fanatismo impede a percepção dos erros mais elementares e sustenta poderes completamente descredibilizados. É péssimo para as organização e até para a democracia.

domingo, 1 de março de 2020

"Andar, Respirar, Sentar!"

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E depois. há aquele textos que se diz após as primeiras frases: nem mais!



"Andar, respirar, sentar!


Caminhar, como procurar o silêncio, num tempo dominado pela eficiência económica, a competitividade ou o ruído, são práticas de resistência.


Andar é terapêutico. Vive-se o corpo. Transforma-se a relação com tempo e espaço. E é também uma experiência cognitiva. Rousseau dizia que só meditava quando caminhava. A mente só trabalhava com as pernas. Percebe-se. Caminhar, simbolicamente, acaba por ser a grande aventura.


E não é preciso fazê-lo a correr como os ideais contemporâneos de rentabilidade nos querem fazer acreditar. Chegamos todos ao fim. Por isso mais vale ir desfrutando. Deixarmo-nos ir no fluxo das ruas, perdermo-nos nos seus desvios e perceber as suas dissonâncias, desperta-nos e faz-nos estar mais aptos para dialogar com os outros e a realidade à nossa volta. Caminhar, como procurar o silêncio, num tempo dominado pela eficiência económica, a competitividade ou o ruído, são práticas de resistência.


Caminha-se cada vez menos nas cidades. Os privilegiados que conseguem habitar nos centros urbanos, por norma vão de carro para os empregos longe de casa. E os que foram expulsos do centro andam de transportes públicos porque os trajectos são distantes. Simplifico, eu sei. Mas não tanto quanto isso. A cidade densa, compacta e democrática, sem grandes desvios, intervalos ou cisões, é cada vez mais miragem. Mas há excepções.


Existem muitas formas de olhar para uma cidade. Em Portugal, neste momento, a lógica dominante são os números, lançados com frémito à opinião pública (“Turismo em Lisboa vale seis Autoeuropas”, expunha Fernando Medina há semanas), mas sem que se explique quem beneficia desses milhões, o que está a ser feito com eles, que tipo de empregos geram e que exclusões produzem e o que está a ser feito para as acautelar.


É uma forma de olhar para uma cidade. Há outras. Numa inspiradora publicação recente no Facebook, o investigador José Carlos Mota escrevia: “Diz-me que bancos tens, dir-te-ei que cidade és!” E não poderia estar mais de acordo. Discorria sobre a cidade de Bilbau, onde também estive recentemente. É uma urbe que convida a andar. As praças respiram, os passeios são largos, há parques, a mobilidade urbana é fluida, a qualificação do espaço público em prol das crianças é um facto. Apetece usufruir, cansarmo-nos e retemperar. E quando isso acontece, lá estão eles, os bancos, em bons e diversos sítios para nos sentarmos, a sós, a dois, ou em grupo, correspondendo a diferentes formatos, conforme as necessidades de continuidade, repouso, encontro e sociabilização.


Em qualquer cidade média espanhola, o espaço público é vivido de forma mais vibrante do que em Portugal, mas não é apenas uma questão cultural. É de planeamento urbano, equilíbrio entre vida cultural, social e comercial. Fazer sentir aos cidadãos que o seu quotidiano está em primeiro lugar. No sentar, enquanto lugar de consumo, através de esplanadas, já reduzimos distâncias, mas teve de ser através do turismo e não de uma estratégia de qualificação do espaço público para todos.O que é incrível é que todas estas noções são hoje valorizadas pela generalidade dos cidadãos, principalmente entre as novas gerações, que não desejam a mera subordinação ao tempo económico, mas sim abrandar, ter tempo, fruir. Infelizmente, quando pensamos nestas noções, fazemo-lo sempre a partir de uma perspectiva individual — é por isso que os livros de auto-ajuda são um sucesso — e nunca colectiva, cívica e política. E isso é que era essencial. Era importante que um estilo de vida mais humanizado não fosse acessível apenas a uma minoria, mas fosse algo integrado no próprio planeamento da cidade, ao serviço da maioria."


domingo, 18 de fevereiro de 2018

dos direitos e dos deveres

 


 


 


"(...)Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer? Os pediatras americanos defendem que, no caso dos adolescentes, a máxima não é exequível e mais vale ajustar os horários das escolas. É contra a natureza dos adolescentes deitarem-se cedo e é também por isso que a maioria não dorme o tempo que devia.(...)".


Se nas crianças são óbvias as vantagens do deitar cedo, nos adolescentes não é assim. Também a transição para o estado adulto requer adaptações progressivas. Durante anos prevaleceram critérios militaristas e improdutivos, que obrigavam os adultos a "marcar o ponto cedo" desconsiderando os ritmos biológicos.


Elegiam-se as primeiras horas do dia e todos tinham de parecer ocupados e eficientes. As restantes horas eram prolongamentos, os almoços intermináveis - bem regados e condimentados - e as noites "inexistentes". Os noctívagos que defendiam esse período como mais produtivo, para interagirem com pessoas em estado menos teatral ou para desenvolverem trabalhos que exigiam solidão, eram impedidos pelo "mundo do faz de conta que produzes". É interessante assistir à evolução dos direitos, até ao de dormir, que, nalguns casos, se pode considerar também um dever para não se impor aos outros a insensatez reconhecida pelos pediatras.


 


Já usei esta argumentação noutros posts.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

"Jornalistas e Professores"

 


 


 


É um facto: os professores venceram muitas batalhas, mas perderam a principal. Mas leia e continue na ligação que vale a pena.


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"Não há nenhuma classe profissional tão hostilizada nos jornais como os professores. De um modo geral, todas as reivindicações dos professores são consideradas ilegítimas e a classe profissional é vista como detentora de uma força sindical da qual faz um uso abusivo. Diga-se, em boa verdade, que antes de enfrentar a hostilidade do jornalismo, os professores tiveram de enfrentar as hostilidades do modelo de gestão da escola e do ensino, numa guerra da qual saíram vencidos. Foi-se reduzindo progressivamente o tempo de trabalho autónomo, que era uma parte importante do tempo de trabalho de um professor (porque se entendia que o saber – manual ou intelectual, técnico ou teórico, académico ou não — é um direito à autonomia) e aumentando o tempo de trabalho controlado, que é hoje a quase totalidade do trabalho docente. O professor ficou assim submetido ao trabalho das classes proletárias, mas continua a recair sobre ele a imagem de que é um animal de luxo. E aí começa a caça ao professor. Há já algum tempo que começou a prosperar, por todo o lado, uma bibliografia que consiste em testemunhos desencantados de professores e ex-professores.(...)"


quarta-feira, 14 de junho de 2017

da dignidade e do politicamente incorrecto

 


 


 (Parece que esta notícia ainda não se confirmou)


 


Os novos campeões da "NBA quebraram a tradição": disseram um "não", por unanimidade, a Trump. Não existirá a habitual recepção do Presidente aos vencedores. É uma decisão interessante num mundo ocidental a transbordar de hipocrisia. Como estaria a democracia se cada cidadão tivesse a mesma dignidade?


 


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sábado, 25 de março de 2017

"Trump não é um epifenómeno"

 


 


 


José Pacheco Pereira, no Público, e Clara Ferreira Alves, no Expresso, entre outros, claro, escrevem textos de arrepiar (esta semana parece que combinaram na análise do trumpismo), mas que retratam, se me permitem, as sociedades actuais a partir de um ângulo de análise certeiro. Há um estilo de exercício do poder ("Trump não é um epifenómeno", de Pacheco Pereira) que se faz através do bullying. É triste, mas é assim; embora o feitiço se acabe por virar, e como sempre, contra o feiticeiro, como também parece ser o caso Trump.


 


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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

os adolescentes e o direito de dormir

 


 


 



 


 


 


Uns pediatras concluíram contra a corrente: "(...)Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer? Os pediatras americanos defendem que, no caso dos adolescentes, a máxima não é exequível e mais vale ajustar os horários das escolas. É contra a natureza dos miúdos deitarem-se muito cedo e é também por isso que a maioria não dorme o tempo que devia.(...)".


 


Se nas crianças são óbvias as vantagens do deitar muito cedo, nos adolescentes já não é assim. Começar as escolas por volta das 08h30 parece uma boa opção para se considerarem as preocupações dos referidos pediatras.


 


A idade de transição para o estado adulto requer adaptações progressivas.


 


Durante anos (no nosso estado novo eram mesmo totalitaristas) prevaleceram critérios militaristas, conservadores e mesmo improdutivos que "obrigavam os adultos" ao espartano "deitar cedo e levantar cedo" com desrespeito pelos ritmos biológicos.


 


As primeiras horas do dia eram consideradas eleitas e todos tinham de parecer muito ocupados e eficientes nesse período mesmo que se provasse a sua hipo glicemia (no treino desportivo foi mais do que comprovado). As restantes horas do dia eram proscritas e as noites consideradas "horas de pecado". Os noctívagos que defendiam esse período como mais produtivo, para interagirem com pessoas em estado menos teatral ou para desenvolverem trabalhos que exigiam solidão, eram olhados de lado pelo "mundo do trabalho". É interessante assistir a esta evolução dos direitos, até ao de dormir, que, nalguns casos, se pode considerar também um dever.


 


 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

da blogosfera - 5dias.net

 


 


 


 


Um lugar para a Educação


 


 


"Choca-me tanto o CDS querer descer a escolaridade obrigatória como a progressista ideia de “esquerda” de não haver chumbos. Na vida há muitas ideias, não há só duas. Andamos entre os defensores da escola “fascista”, desigual, e os partidários do paternalismo e do facilitismo total, como se não existissem outras hipóteses de organização da educação.(...)"

sábado, 9 de novembro de 2013

mais sinais de mudança?

 


 


 


 


O que está por detrás dos números?


 


 


 


A ligação que sugiro refere-se a um texto de Bárbara Wong, jornalista do Público, sobre os rankings.


 


Depois de vários anos ligada a esta divulgação - o seu jornal foi pioneiro numa época em que o seu director, o liberal José Manuel Fernandes, era um Lurditas D´Oiro (mais tarde um fervoroso anti-Lurditas D´Oiro, veja-se lá) - a jornalista vai para lá dos números e começa por concluir: "(...)Se nas primeiras edições dos rankings me dava prazer conversar com as escolas que ficavam bem colocadas – perceber o que faziam de diferente, com a intenção de conhecer as boas práticas e de as poder partilhar com os leitores e com as escolas que podiam replicá-las; hoje, gosto de falar com as que ficam no fundo do ranking e descobrir que, na maior parte das vezes, fazem um trabalho exemplar.(...)".




Imagina-se o contributo do tratamento mediático, e alucinado, destas coisas.


 


É evidente que se uma escola vai descendo centenas de lugares a cada ranking, haverá detalhes que vão para além das variáveis externas.


 


Há critérios simples de eficiência que devem, desde logo, ser observados. A pontualidade como regra fundamental, o respeito escrupuloso pelas condições de realização de cada uma das aulas, a institucionalização da "pedagogia do silêncio" (as escolas do fim dos rankings têm a tendência para elevar a festa e o entretenimento que é exactamente o contrário das necessidades das suas populações), a produção escrita, e em avaliação permanente, do plano estratégico e o esforço para se evitar a tentação de passar para o exterior uma imagem que não corresponde à sua vida quotidiana.


 


Mas vale a pena ler o texto todo.


 


 


 

da blogosfera - a educação do meu umbigo

 


 


 


 


Os rankings como retrato de uma educação a várias velocidades







sábado, 26 de outubro de 2013

Cambalhotas, Conspurcações, Branqueamentos

 


 


 


 


 


 



 


 


 


"(...)Nunca compreenderei como é que seis anos de passeio narcísico possam merecer absolvições e indulgências, tantos os casos justiciários mal ou nada explicados para onde o seu nome resvalou. Poucos políticos sem vida profissional própria ostentaram tanto como ele e se pavoneiam tão descaradamente quanto ele, o que, no estrito plano moral, e tendo em conta a miséria para que milhões de portugueses foram atirados, não deixa dúvidas a ninguém. E se o assunto dos assuntos, em 2010, era o PlayBoy então no Governo, convém recordar de que provocatório e obcecado consigo mesmo foi feita a intervenção pública desse actor literal. É profundamente anormal que se investiguem Primeiros-Ministros em casos sucessivos e todos tenham sido arquivados, sendo os arquivadores amigos e devedores de favores do alvo da matéria arquivada: Pinto Monteiro foi o Procurador Geral Restrito e Privativo de Sócrates. Há portanto uma causa directa para que sobre o hoje Manequim Político das Esquerdas terem abundado notícias de pequenos, médios, monstruosos, casos, de forma tão insistente sem qualquer esclarecimento: nunca um Primeiro-Ministro em Portugal foi tão agressivo como o actual Ayatola das Esquerdas, Sócrates. Nada da sua vida intima, do património da sua família, do seu percurso profissional e académico, na forma como exerceu os seus cargos políticos anteriores foi, depois de escrutinado, esclarecido e, depois de esclarecido, justificado. Nada.(...)"