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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Eduardo Lourenço (1923-2020)


 


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"Os portugueses se atormentam, se perseguem e se matam uns aos outros, por não terem entendido que o Reino, tendo feito grandes conquistas, viveu por mais de três séculos do trabalho dos escravos, e que perdidos os escravos era preciso criar uma nova maneira de existência, criando os valores pelo trabalho próprio".




Mouzinho da Silveira, 1832


(Citado por Eduardo Lourenço em


"O labirinto da saudade", 1972:9)


(1ª edição em 22 de Setembro de 2011)


ou


Casos, opiniões, natura e uso


Fazem que nos pareça esta vida


Que não há nela mais que o que parece.


Camões (Citado por Eduardo Lourenço em "O labirinto da saudade", 1972, p.17)


 


domingo, 26 de janeiro de 2020

"Por Não Terem Entendido" - e Exportado para as Antigas Colónias

 


 



"Os portugueses se atormentam, se perseguem e se matam uns aos outros, por não terem entendido que o Reino, tendo feito grandes conquistas, viveu por mais de três séculos do trabalho dos escravos, e que perdidos os escravos era preciso criar uma nova maneira de existência, criando os valores pelo trabalho próprio".




Mouzinho da Silveira, 1832


(Citado por Eduardo Lourenço em


"O labirinto da saudade", 1972:9)


(1ª edição em 22 de Setembro de 2011)


terça-feira, 29 de março de 2016

trabalho próprio

 


 


 



"Os portugueses se atormentam, se perseguem e se matam uns aos outros, por não terem entendido que o Reino, tendo feito grandes conquistas, viveu por mais de três séculos do trabalho dos escravos, e que perdidos os escravos era preciso criar uma nova maneira de existência, criando os valores pelo trabalho próprio".



 



Mouzinho da Silveira, 1832


(Citado por Eduardo Lourenço em


"O labirinto da saudade", 1972:9)



 


 



(1ª edição em 22 de Setembro de 2011)


domingo, 14 de setembro de 2014

não há nela mais

 


 


 


 


 


 


 


 


 


Casos, opiniões, natura e uso


Fazem que nos pareça esta vida


Que não há nela mais que o que parece.


 


 


 


 


 


Camões (Citado por Eduardo Lourenço em


"O labirinto da saudade", 1972, p.17)


 


 


 


 


 


 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

reacções

 


 


O filósofo Eduardo Lourenço reagiu assim à greve, segundo a agência Lusa: “Ainda não tivemos movimentos de grande comoção cívica e protestos no meio da rua. Por enquanto, tudo está dentro das regras de funcionamento de um país democrático, como é o nosso, e esperemos que assim continue e que a crise seja vencida”.


 


Os sindicatos fazem parte do mainstream-político e não têm a vida facilitada. A promiscuidade com os partidos políticos fragilizou, em muitos casos, a sua credibilidade. Formatam os protestos e tentam dar-lhes sentido organizacional. A história diz-nos isso, com as vantagens e as desvantagens que se conhecem. Contudo, evitam que se "cilindrem" as classes profissionais menos poderosas e "anestesiam" o caos. Não são responsáveis directos pelos efeitos devastadores da corrupção e do capitalismo selvagem. É bom que não se brinque com o fogo, como alguns políticos da actual maioria o têm feito: desvalorizando, de forma irresponsável, o papel dessas organizações ou vociferando contra o oxigénio democrático que representam as greves gerais.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

no labirinto da depressão

 


 


 



 


Casos, opiniões, natura e uso


Fazem que nos pareça esta vida


Que não há nela mais que o que parece.


 


Camões (Citado por Eduardo Lourenço em


"O labirinto da saudade", 1972, p.17)


 


A saudade é uma inscrição portuguesa e tem todas as condições para se intrometer na actualidade. Os portugueses já não conseguem ver em frente sem a nostalgia a empurrar-lhes o olhar para tempos idos. É interessante nomear que, dois anos depois do célebre país da tanga, em 2004, a convocação mediática da auto-estima era moda e terapia obrigatória. Seria ainda mais interessante, ouvir o que têm a dizer agora os assinantes dos receituários.


 


O país está deprimido. Vive-se a delapidação a cada passo. Não há nação que se levante sem um sistema escolar vivo de esperança. Se a depressão é um fenómeno geral, as escolas reflectem um sentimento duplicado: à pré-bancarrota acrescentam a devastação dos últimos anos.


 


Se os efeitos educativos são quase sempre a longo prazo, intuo que os resultados da desgastante luta de muitos professores portugueses também o serão. Talvez só no final desta década se sentirão os efeitos. Contudo, importa fazer um esforço de memória e pensar como seria o momento se os professores titulares ainda existissem, se o monstro burocrático da avaliação ainda nutrisse tanta simpatia desconhecedora, se o modelo de gestão escolar não estivesse descredibilizado e se o estatuto do aluno não tivesse os alicerces em desconstrução acelerada para benefício da condição dos discentes.