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quarta-feira, 30 de maio de 2007

a possibilidade da impossibilidade - a persistência

embondeiro.jpg


(a intemporalidade das reedições)





Sinto um fascínio singular por árvores: encantam-me, mais ainda, as que exibem uma frondosa beleza; admiro a sua longevidade e a sua resistência; seduz-me a infiltração das suas raízes aos sítios menos pensados: simplificando, pensam o impensado.
E são inamovíveis: quando são movidas, é sempre sem o conhecimento da sua vontade.

Já, por aqui, dei conta da existência da acácia como árvore da minha adolescência.
O lugar onde passei essa parte da minha vida, tinha os passeios cheios dessas belas árvores: conhecia-lhes as manhas e os hábitos.
Trepava-as todos os dias e construía, com elas, sonhos sem fim.

A acácia aturava-nos tudo: clubes dos cinco e dos sete, cestos de basquete nos seu troncos em forma de fisga, balizas de futebol e até aventuras ao jeito do tarzan, o senhor da selva. Eram a minha segunda casa.

Projectei, vezes sem conta, os dias em que passaria a viver perto dum embondeiro. Sem prejuízo para a acácia, o embondeiro era o meu desejo supremo. Considerava-o um verdadeiro mausoléu. Sabia que, em condições normais, aquela imponência sobreviveria a séculos de histórias e de vidas. Uma confessada atracção.

Contudo, essas "impossibilidades" não existiam nas zonas urbanas em que habitei. Nas viagens que fazia com os meus pais, e sempre que nos cruzávamos com um embondeiro, fazia uma alarido semelhante ao que origina a presença de um qualquer elefante.

Com os meus amigos, mais tarde, a cena repetia-se, para espanto geral: "oh Paulo, é apenas uma árvore".

Olhem para a imagem que escolhi para acompanhar este texto. Reparem na diferença de tamanho entre o embondeiro e os seres humano. E reparem, também, na ideia de conjunto da minha árvore impossível: parecem três numa só. Que casa não se faria por ali. Todos os dias.

É já, uma das minhas impossibilidades.


(rescrevo este texto dois anos depois: tive de refazer o título)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

impossibilidade VII

embo5.jpg Aguenta tudo. Mas não seja tão crítico assim: compreende-se. Não está a perceber? Comece pela impossibilidade I. Paulo Guilherme Trilho Prudêncio

impossibilidade VI

embo4.jpg A irresistível curiosidade. Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

impossibilidade V

embo3.jpg Um mundo no seu interior. Não entendeu, caro leitor? Vá a impossiblidade I e, se estiver para isso, vá passando pelas outras. Mas comece pela I. Aconselho-o. Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

impossibilidade IV

embo2.jpg Lembra-se da teoria das três em um? Lembra-se da ideia de casa? Olhe bem para a caule do meio. Não sabe do que falo? Leia o impossibilidades I. Obrigado à gentil alma que me enviou esta imagem. Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

impossibilidade III

embo1.jpg Tenho recebido várias imagens de embondeiros. Incríveis e belas, segundo os meus padrões estéticos, claro. Agradeço muito a gentileza. Vou publicar algumas. Se o leitor não está a preceber, eu compreendo. Terá de ler o impossibilidades I.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

impossibilidade II

Baobabgigante.jpg Enviaram-me esta impressionante imagem e não resisti. Não está a perceber? Então leia o impossibilidade I. Mas olhe bem para a imagem que acompanha este pequeno texto. Ah, e muito obrigado, claro, a quem me enviou este registo. Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.