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domingo, 25 de junho de 2023

As Guardiãs dos Leões da Gorongosa



Reedição no dia da comemoração

do 48º aniversário da independência

da República Popular de Moçambique.

 




(1ª edição em 20 de Fevereiro de 2008)





Aproximava-se a independência de Moçambique quando fiz uma visita que guardo em lugar seguro.

 

Integrei uma selecção que representava a futura nação. Percorremos as principais cidades e realizámos jogos de basquetebol integrados nos festejos. O dia 25 de Junho de 1975 foi eleito para o momento mais esperado: descerrar a bandeira portuguesa e substitui-la pela moçambicana. A delegação era chefiada por um guerrilheiro da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), o generoso Cariquirique.

 

O 25 de Junho coincidiu com o intervalo da digressão. Três dias de descanso e contemplação na Gorongosa, no centro do país: uma extensa e deslumbrante savana, onde se convivia com animais que povoavam os nossos imaginários.

 

Cariquirique estava preparado.

 

À meia-noite em ponto trocou os galhardetes, discursou - falou-nos num Moçambique livre e multirracial, usando como metáfora uma sopa de legumes -, e deu-nos a ouvir pela rádio, apenas a letra teve direito a conhecimento prévio, o hino da Nação. Cantámos e festejámos com habitantes da região, tocadores de tambor ao melhor ritmo moçambicano, numa cerimónia libertadora e em que fomos voluntários e felizes convidados. Estávamos ali de alma e coração. O sol nasceu para todos: nós vimos.

 

Em virtude da guerra civil que estalou no país, a Gorongosa foi palco dos desmandos guerreiros. Foi flagelada pela cobiça dos traficantes de peles e marfins, e de toda a espécie de adereços de animais selvagens que deliciavam alguns consumidores dos lados mais requintados que a inteligência humana conseguiu arquitectar.


A Gorongosa foi dizimada.

 

Recupera, agora, os seus habitantes naturais. Na savana também se combate para viver. Os animais são destituídos dos melhores atributos da nobre ciência, mas revelam uma qualidade nada desprezível: têm muita paciência.

 

Encontrei um vídeo espantoso que até nem é muito do meu género e apetite. Mas merece que o veja; suposição minha, claro. São quase oito minutos e só no final é que deve tirar conclusões. Pode dizer-se assim: 

 

Gorongosa, para uma teoria da paz restaurada.



 



 


 

quinta-feira, 25 de junho de 2020

As Guardiãs dos Leões da Gorongosa

 


1ª edição em 12 de Agosto de 2016. Hoje, 25 de Junho, comemora-se a independência de Moçambique.


 


 






 





 


 



 



 

 

Encontrei um belo vídeo que nos conta a história de duas das suas guardiãs.


 


 



 


 

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Tasca do Cais

 


 



(Hipopótamo da Gorongosa :) como pode verificar aqui. 


Agradeço a correcção ao Vasco Galante,

director de comunicação do parque e editor do blogue linkado) 

 


Nasci virado para o mar e os "meus" rios ligavam-me ao desconforto do lodo, ao perigo dos pântanos e dos crocodilos e a passeios de barco onde se lançavam mangas para que a diversão incluísse as bocas abertas dos agradecidos hipopótamos (deixo uns links no fim do post para que não se pense que me estou a armar em caçador de elefantes ou leões. Sublinho que de pescaria tenho apenas, e por distracção, uma garoupa no currículo. Os relatos dos meus feitos circunscrevem-se a bolas de basquete ou de futebol e não tenho qualquer simpatia pela monarquia).


A competição entre águas, dos rios e dos mares, pendia de vez para o oceano onde as margens nunca eram opressoras apesar da presença, muitas vezes apenas espiritual, dos tubarões. Aprendi a olhar os rios de outro modo com o Tâmega em Chaves e com o Corgo em Vila Real. Ao primeiro, até umas boas horas de natação tenho de agradecer.


Estávamos a passear por Vila Nova de Cerveira e a escolher, no centro histórico, um sítio para jantar. A "Tasca do Cais", mesmo em cima do Rio Minho e com uma esplanada virada para a sua serenidade, é muito aconselhável. Tem um ano de existência e habita um espaço antigo e bem recuperado. Escolhemos uma mesa no 1º andar com vista para o rio e passámos uma horas inesquecíveis.


 



Pode ver aqui um vídeo, no excelente blogue sobre a Gorongosa, com os rios do primeiro parágrafo. Embora o Umbeluzi, o Incomati e o Maputo fossem os que mais frequentei, os que pode ver na fita de 1961 (voz de Fernando Pessa) retratam bem a atmosfera. Não se impressione com as imagens da selva e da savana. Pode crer que o mundo é muito pequeno e que as faunas ditas mais racionais não têm um comportamento que o confirme.


1ª edição em 29 de Abril de 2012.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

gorongosa, para uma teoria da paz restaurada




 

 

 


Reedição no dia da comemoração

do 43º aniversário da independência

da República Popular de Moçambique.

 

 



 


(1ª edição em 20 de Fevereiro de 2008)



 

 

Aproximava-se a independência de Moçambique quando fiz uma visita que guardo em lugar seguro.

 

Integrei uma selecção que representava a futura nação. Percorremos as principais cidades e realizámos jogos de basquetebol integrados nos festejos. O dia 25 de Junho de 1975 foi eleito para o momento mais esperado: descerrar a bandeira portuguesa e substitui-la pela moçambicana. A delegação era chefiada por um guerrilheiro da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), o generoso Cariquirique.

 

O 25 de Junho coincidiu com o intervalo da digressão. Três dias de descanso e contemplação na Gorongosa, no centro do país: uma extensa e deslumbrante savana, onde se convivia com animais que povoavam os nossos imaginários.

 

Cariquirique estava preparado.

 

À meia-noite em ponto trocou os galhardetes, discursou - falou-nos num Moçambique livre e multirracial, usando como metáfora uma sopa de legumes -, e deu-nos a ouvir pela rádio, apenas a letra teve direito a conhecimento prévio, o hino da Nação. Cantámos e festejámos com habitantes da região, tocadores de tambor ao melhor ritmo moçambicano, numa cerimónia libertadora e em que fomos voluntários e felizes convidados. Estávamos ali de alma e coração. O sol nasceu e para todos: nós vimos.

 

Em virtude da guerra civil que estalou no país, a Gorongosa foi palco dos desmandos guerreiros dos humanos. Foi flagelada pela cobiça dos traficantes de peles e marfins, e de toda a espécie de adereços de animais selvagens que deliciavam alguns consumidores dos lados mais requintados que a inteligência humana conseguiu arquitectar.


A Gorongosa foi dizimada.

 

Recupera, agora, os seus habitantes naturais. Na savana também se combate para viver. Os animais são destituídos dos melhores atributos da nobre ciência humana, mas revelam uma qualidade nada desprezível: têm muita paciência.

 

Encontrei um vídeo espantoso que até nem é muito do meu género e apetite. Mas merece que o veja; suposição minha, claro. São quase oito minutos e só no final é que deve tirar conclusões. Pode dizer-se assim: 

 


Gorongosa, para uma teoria da paz restaurada.


 

Ora clique (dez anos depois, perdeu-se a ligação ao vídeo no youtube).


 


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

reencontros

 


 


Guardo do parque da Gorongosa, em Moçambique, imagens inesquecíveis, como relatei aqui. O actual administrador, Vasco Galante, tinha a concurso o seu blog da Gorongosa, nos blogs 2011 do Aventar, na categoria dos blogs estrangeiros de língua portuguesa. As redes sociais intermediaram o contacto e estivemos uns dias a trocar opiniões. "Ofereceu-me" um vídeo belíssimo.