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Não me digas a marca da tua guitarra, diz-me antes o que fazes com ela.
Não me digas quais as plataformas digitais que a tua escola escolheu, diz-me antes o que fazem com elas.
O desenho na imagem, "Still life with guitar", é de Pablo Picasso.
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Não me digas a marca da tua guitarra, diz-me antes o que fazes com ela.
Não me digas quais as plataformas digitais que a tua escola escolheu, diz-me antes o que fazem com elas.
O desenho na imagem, "Still life with guitar", é de Pablo Picasso.
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Picasso exilou-se em Paris. Quando a França foi ocupada pelos alemães, foi intimado a prestar declarações numa esquadra da SS – Schutzstaffel. Um oficial nazi, e perante o quadro da destruição de Guernica, perguntou-lhe: - Foi o senhor que fez isto?
Picasso respondeu: - Não. Foram os senhores.
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nesse Horto em chamas,
onde bombas ceifam vidas,
não há fogo no coração dos homens,
que não se cansam de chamar a guerra.
(e deu-me para a poesia)
Nota: O bombardeio de Guernica ocorreu a 26 de abril de 1937. Aviões alemães reduziram a cinzas a cidade basca. Trezentas pessoas morreram imediatamente e milhares ficaram feridas. Três quartos dos prédios foram arrasados em menos de três horas. O nazi Hermann Göring utilizou Guernica como campo de testes para a Força Aérea. A obra de Pablo Picasso lembra a destruição.
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Não me digas a marca da tua guitarra, diz-me antes o que fazes com ela.
Não me digas quais as plataformas digitais que a tua escola escolheu, diz-me antes o que fazem com elas.
O desenho na imagem, "Still life with guitar", é de Pablo Picasso.

As grelhas são um modo de vida no tratamento da informação escolar que se intensifica nos finais de período.
Repitamos:
Seria moderno e sensato que o ministério da educação, que licencia o software, e sempre que cria uma lei que exige dados de alunos (casos do sucesso, da flexibilização e da inclusão), indicasse às empresas a "nova" informação a obter nas plataformas digitais.
1ª versão publicada em 4 de Novembro de 2018.
Os estudos mais diversos repetem a conclusão: "os professores são vítimas de uma organização de trabalho que os adoece". Mas, e estranhamente, não há um relatório dos serviços centrais (direcções-gerais e avaliadores externos) do ministério da educação que o detecte e nem sequer os governantes o identificam; bem pelo contrário. São, aliás, dois híperes (a hiperburocracia e o emergente hiperagrupamento de escolas) com uma bactéria comum.
Recorde-se que escolas e agrupamentos pagam licenças a empresas para a gestão de diversas áreas onde se incluem os dados dos alunos. Seria moderno e sensato que o ministério da educação, que licencia o software, e sempre que cria uma lei que exige dados de alunos (casos do sucesso, da flexibilização e da inclusão), indicasse às empresas a "nova" informação a obter nas plataformas digitais. Como não o faz, as escolas e agrupamentos entram, como mais ou menos "criatividade", numa infernal circulação por email de ficheiros excel e word que origina uma doentia repetição de dados, de inutilidades e de reuniões de agenda repetida. É uma patologia que é ainda inúmeras vezes impressa. Ou seja, as ciências da educação ignoram os princípios elementares das ciências da administração e dos sistemas de informação e são posteriormente certificadas pelos registos info-excluídos dos avaliadores externos.
Por outro lado, foram esses serviços centrais que projectaram há mais de uma década a imposição de um (híper)agrupamento de escolas por concelho. Parece que estão perto de o conseguir. Sublinhe-se que o modelo que "gere" as escolas foi testado e desaconselhado já no século passado. Apesar de desenhado para uma escola, os serviços centrais impuseram-no (agrupando a eito dez, vinte ou trinta escolas das mais variadas tipologias) ampliando o fenómeno da hiperburocracia. Mas quem ler os relatórios dos avaliadores externos sobre uma amostra dos agrupamentos que existem, convence-se que tudo funciona entre a perfeição e o paraíso e mais se atreve ao aumento da escala de mega para híper; e sem alterar o modelo e com a municipalização como meta.
A sobrevivência implica olhar para os híperes com o desenho de Picasso - "ainda há vida com uma guitarra" - e pensar como Goethe: "todos os dias devemos ouvir uma canção, ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e dizer palavras sensatas". Cumpri os dois últimos e vou atrás dos restantes.
Seria moderno e sensato que o ministério da educação, que licencia o software, e sempre que cria uma lei que exige dados de alunos (casos do sucesso, da flexibilização e da inclusão), indicasse às empresas a "nova" informação a obter nas plataformas digitais.
1ª versão publicada em 4 de Novembro de 2018.
Os estudos mais diversos repetem a conclusão: "os professores são vítimas de uma organização de trabalho que os adoece". Mas, e estranhamente, não há um relatório dos serviços centrais (direcções-gerais e avaliadores externos) do ministério da educação que o detecte e nem sequer os governantes o identificam; bem pelo contrário. São, aliás, dois híperes (a hiperburocracia e o emergente hiperagrupamento de escolas) com uma bactéria comum.
Recorde-se que escolas e agrupamentos pagam licenças a empresas para a gestão de diversas áreas onde se incluem os dados dos alunos. Seria moderno e sensato que o ministério da educação, que licencia o software, e sempre que cria uma lei que exige dados de alunos (casos do sucesso, da flexibilização e da inclusão), indicasse às empresas a "nova" informação a obter nas plataformas digitais. Como não o faz, as escolas e agrupamentos entram, como mais ou menos "criatividade", numa infernal circulação por email de ficheiros excel e word que origina uma doentia repetição de dados, de inutilidades e de reuniões de agenda repetida. É uma patologia que é ainda inúmeras vezes impressa. Ou seja, as ciências da educação ignoram os princípios elementares das ciências da administração e dos sistemas de informação e são posteriormente certificadas pelos registos info-excluídos dos avaliadores externos.
Por outro lado, foram esses serviços centrais que projectaram há mais de uma década a imposição de um (híper)agrupamento de escolas por concelho. Parece que estão perto de o conseguir. Sublinhe-se que o modelo que "gere" as escolas foi testado e desaconselhado já no século passado. Apesar de desenhado para uma escola, os serviços centrais impuseram-no (agrupando a eito dez, vinte ou trinta escolas das mais variadas tipologias) ampliando o fenómeno da hiperburocracia. Mas quem ler os relatórios dos avaliadores externos sobre uma amostra dos agrupamentos que existem, convence-se que tudo funciona entre a perfeição e o paraíso e mais se atreve ao aumento da escala de mega para híper; e sem alterar o modelo e com a municipalização como meta.
A sobrevivência implica olhar para os híperes com o desenho de Picasso - "ainda há vida com uma guitarrra" - e pensar como Goethe: "todos os dias devemos ouvir uma canção, ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e dizer palavras sensatas". Cumpri os dois últimos e vou atrás dos restantes.

Obtive esta imagem do "Still life with guitar",
de Pablo Picasso,
no Albertina museum em Viena.
Os estudos mais diversos repetem a conclusão: "os professores são vítimas de uma organização de trabalho que os adoece". Mas, e estranhamente, não há um relatório dos serviços centrais (direcções-gerais e avaliadores externos) do ministério da educação que o detecte e nem sequer os governantes o identificam; bem pelo contrário. São, aliás, dois híperes (a hiperburocracia e o emergente hiperagrupamento de escolas) com uma bactéria comum.
Recorde-se que escolas e agrupamentos pagam licenças a empresas para a gestão de diversas áreas onde se incluem os dados dos alunos. Seria moderno e sensato que o ministério da educação, que licencia o software, e sempre que cria uma lei que exige dados de alunos (casos do sucesso, da flexibilização e da inclusão), indicasse às empresas a "nova" informação a obter nas plataformas digitais. Como não o faz, as escolas e agrupamentos entram, como mais ou menos "criatividade", numa infernal circulação por email de ficheiros excel e word que origina uma doentia repetição de dados, de inutilidades e de reuniões de agenda repetida. É uma patologia que é ainda inúmeras vezes impressa. Ou seja, as ciências da educação ignoram os princípios elementares das ciências da administração e dos sistemas de informação e são posteriormente certificadas pelos registos info-excluídos dos avaliadores externos.
Por outro lado, foram esses serviços centrais que projectaram há mais de uma década a imposição de um (híper)agrupamento de escolas por concelho. Parece que estão perto de o conseguir. Sublinhe-se que o modelo que "gere" as escolas foi testado e desaconselhado já no século passado. Apesar de desenhado para uma escola, os serviços centrais impuseram-no (agrupando a eito dez, vinte ou trinta escolas das mais variadas tipologias) ampliando o fenómeno da hiperburocracia. Mas quem ler os relatórios dos avaliadores externos sobre uma amostra dos agrupamentos que existem, convence-se que tudo funciona entre a perfeição e o paraíso e mais se atreve ao aumento da escala de mega para híper; e sem alterar o modelo e com a municipalização como meta.
A sobrevivência implica olhar para os híperes com o desenho de Picasso - "ainda há vida com uma guitarrra" - e pensar como Goethe: "todos os dias devemos ouvir uma canção, ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e dizer palavras sensatas". Cumpri os dois últimos e vou atrás dos restantes.

Obtive esta imagem do "Still life with guitar",
de Pablo Picasso,
no Albertina museum em Viena.
A generalidade dos professores está descrente, agastada ou radicalizada. Como alguém disse, "só os alunos dão ânimo aos professores". Há mais de uma década que é assim. A mediatização abre com greves, manifestações, vigílias ou protestos pontuais e é intervalada por analistas, jornalistas, comentadores, tudólogos e dirigentes políticos que se entretêm no "arremesso ao professor". Quando se prova que mentiram, nada é reposto. É uma devassa inigualável.
Até quem não é professor conhece o consenso sobre a recuperação do tempo de serviço (justa mas "impossível") e reconhece os factos: em Outubro de 2017 uma greve terminou com um acordo parlamentar que incluiria no OE 2018 a recuperação faseada de todo o tempo de serviço. Como os professores são muitos ("a recuperação total impediria o tacitamente acordado com os restantes, e menos numerosos, corpos especiais", declarou um político distraído) os 9 anos e tal passaram a 2 e qualquer coisa. As longas greves às avaliações de Julho de 2018 foram suspensas por uma comissão técnica paritária que apuraria o financiamento exacto. O zero de apuramento passou à estória, mas decretou-se uma semana de greves para Outubro de 2018 com uma manifestação no final (quilómetros a fio para quem devia descansar) para nada acontecer. Isto já é o mainstream a gozar e, às tantas, haverá quem se sinta traído com o "apagão" acordado nas prolongadas, e "invisíveis", negociações noutros patamares. Por isso, é óbvia a descrença, o agastamento e a radicalização. Sublinhe-se que o tempo de serviço é a face mais visível das componentes críticas (algumas nem sequer são financeiras) mais profundas silenciadas pelo Governo e pela maioria parlamentar.
Nota: cansa a obscuridade na composição da plataforma sindical. Se o tal arremesso é também contra os do costume, estranha-se a ausência de escrutínio aos pequenos sindicatos com "mais dirigentes do que sócios". Em regra, esses dirigentes não põem, há décadas, os pés numa sala de aula, poucas pessoas nas escolas os conhecem e "concertam" as negociações. É uma venialidade premiada. São factos conhecidos por todos os intervenientes e com "desconhecimento" mediático.

Faces, Picasso
É imparável a desconsideração associada à devassa mediática. Esperava-se este regresso da época oficial de arremesso ao professor. Para os saudosos das grandes caçadas sob alçada dos ddt's, é mesmo uma dependência. À vez, os defensores dessa década e meia apontam "privilégios" na comparação entre carreiras. Nunca vi um jornalista perguntar: quais exactamente? Que avaliação? Que progressão? E por aí fora. Nada. Só esmiúçam a dos professores. A avaliação do desempenho é "olhos-nos-olhos" ou entra em regime "faz de conta" (kafkiano se incluir quotas). O SIADAP (avaliações no estado) está assim. Até 2015, era comum arremessarem com privados e empresas. Também aí se decretou o silêncio com os estudos publicados: em 95% não existe e o propalado rigor tem um objectivo: precarização.
Nota: ouvi, há pouco, um "especialista" afirmar que a carreira dos professores deve exigir dez anos, e não quatro, em cada escalão. Diz que deve ser como nas outras carreiras; sem dizer quais exactamente, quais os requisitos de entrada e de progressão, em quantos escalões se desenvolvem e com que índices remuneratórios. Dá vontade de contraditar assim: na dos professores, como tem dez escalões, seriam 100 anos de carreira: os primeiros 40 em índices probatórios e os restantes 60 em progressões automáticas sem quotas nos últimos 20.
Faces
Picasso
A pessoas estão mais optimistas com este Governo, mas mantêm-se - e acentuam-se com o tempo "inamovível" - as componentes críticas da vida profissional de milhares de professores. E nem todas têm implicações financeiras; algumas melhoravam a capacidade volitiva, atenuavam o burnout e reduziam a despesa.
É a 5ª edição desta curta radiografia. A 1ª é de 5 de Novembro de 2015, a 2ª de 10 de Junho de 2016, a 3ª de 20 de Novembro de 2016 e a 4ª de 26 de Janeiro de 2017. Repito o post enquanto se justificar, não esquecendo as intervenções positivas em variáveis importantes (por exemplo: concursos BCE, prova de acesso e rede escolar).
Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além dos cortes transversais e da aposentação retardada. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira (um histórico com marcas profundas), mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".
Faces, Picasso

Lembra-se do olho de deus de Guernica? Olhe para a imagem acima. Uma questão de pormenor: o oxigénio do que é belo. A imagem permite pensar mais um pouco. E que tal um deus culpado, que vê tudo mas que não actua? É muito interessante e vem bem a propósito.
Guernica, "o mais célebre e poderoso quadro do século XX", faz hoje 80 anos e está patente no Museu Reina Sofia, em Madrid.
É um privilégio estar como na imagem que se segue.

A "Geringonça escolar" tomou duas decisões quase consensuais: repor decência na rede escolar e corrigir a "medição em modo industrial" que o radicalismo de Crato alastrou aos alunos mais jovens. É um caminho a prosseguir, sem que isto signifique concordância com o modelo vigente de provas de aferição. Há muito a fazer.
Dá ideia que o Governo adiou as mudanças curriculares que implicavam (é o que consta) a flexibilização de 25% do currículo. É moderado. Parece que não generaliza sem testar. É sensato. Para desnorte, já temos década e meia que chegue. Contudo, isso não implica que não se reequilibre a carga horária com pequenos ajustamentos aos devaneios anteriores e que não "aumentem o ruído" nos concursos nem na distribuição de serviço dos professores.
Por outro lado, o sistema está - há muito e com baixas médicas em catadupa - à beira de um ataque de nervos com a hiperburocracia digital a conviver com legislação do tempo analógico e com outras componentes críticas identificadas. Se juntarmos a isto as prioritárias, e imperativas, mudanças no modelo de gestão e a apreensão com a municipalização, temos de olhar para o adiamento curricular com o desenho de Picasso - "ainda há vida com uma guitarrra" - e a pensar como Goethe: "todos os dias devemos ouvir uma canção, ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e dizer palavras sensatas".

Pablo Picasso.
"Still life with guitar".
Albertina museum. Viena.
São moderados, sensatos e razoáveis os que advogam a escola completa, total, integral ou inclusiva. É algo inesperado, mas certamente propulsionado por atavismos, considerá-los como não defensores dos saberes estruturantes da matemática e das línguas maternas. Esta surpreendente discussão regressou com o radicalismo de Crato, embora também insinuado por antecessores, que desequilibrou a escola desfavorecendo as artes e as humanidades. Desde logo se percebeu que, os do seu legado, insistiriam, tacticamente, na argumentação "parada no tempo" para dividir.
A construção curricular não é uma criação divina. É uma obra humana e evolutiva. Alargou saberes, caminhou com equilíbrio e desaconselhou extremismos. Aliás, o "prefácio do perfil dos alunos para o Século XXI" tem uma passagem, que podia ser do século XX, que me parece consensual.
"(...)Daí a preocupação de definir um perfil que todos possam partilhar(...)Havendo desigualdades e sendo a sociedade humana imperfeita, não se adota uma fórmula única, mas favorece-se a complementaridade e o enriquecimento mútuo entre os cidadãos.(...)As humanidades hoje têm de ligar educação, cultura e ciência, saber e saber fazer. O processo da criação e da inovação tem de ser visto relativamente ao poeta, ao artista, ao artesão, ao cientista, ao desportista, ao técnico – em suma à pessoa concreta que todos somos.(...)"

Les Demoiselles d’Avignon (1907), de Pablo Picasso
representa o rompimento com a estética clássica
e a revolução da arte no início do século XX.
O ambiente no país melhorou com o novo Governo, mas é inquestionável, e com todo o realismo, que se mantêm as componentes críticas da vida profissional de milhares de professores. Temos o dever de o sublinhar. E nem todas têm implicações financeiras; algumas melhoravam a capacidade volitiva, atenuavam o burnout e reduziam a despesa.
É a 4ª edição desta curta radiografia. A 1ª é de 5 de Novembro de 2015, a 2ª de 10 de Junho de 2016 e a 3ª de 20 de Novembro de 2016. Vou repetindo o post enquanto se justificar, sem esquecer boas intervenções em variáveis importantes (por exemplo: concursos BCE, prova de acesso e rede escolar).
Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais e da aposentação retardada. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".
Faces, Picasso