Mostrar mensagens com a etiqueta sistemas de pensões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sistemas de pensões. Mostrar todas as mensagens

domingo, 29 de maio de 2016

do desinvestimento nos serviços públicos

 


 


 


Há umas duas décadas alastrou-se aos serviços públicos a primazia da ideia de negócio. A gestão foi o primeiro objectivo. A alegação repetida com critério: eliminação do corporativismo e do despesismo.


 


A agenda mediática introduziu impedimentos para o exercício dos cargos: médicos a gerir hospitais, juízes a gerir tribunais, professores a gerir escolas, bancários a gerir bancos, engenheiros a gerir a EDP, a PT ou obras públicas e por aí fora. Quem seriam, então, os gestores? Saltitantes especializados em tudologia e boas relações com a partidocracia. Sabiam de offshores e swap´s e tinham treino de casino. Os resultados falam por si.


 


 


PS: para os DDT´s, os colégios "privados" são a gota que os assusta e que descartam se der muito nas vistas. O que os preocupa são as descomunais EDP, segurança social, saúde e banca.


 


Dilbert+Cartoon.JPG


 

domingo, 29 de dezembro de 2013

dos enigmas

 


 


 


 


Este paradoxo, mais ou menos recente, de empurrar as pessoas para a reforma antecipada enquanto se insiste no aumento da idade de aposentação tinha que ter uma explicação. Foram uns tiques que se notaram nos últimos governos socialistas, mas que o Governo em exercício transformou em prioridade. Tecnopolíticos como Gaspar, Rosalino, Moedas e por aí fora são parte interessada, idiotas úteis ou membros de alguma seita tal a aceleração que colocaram na engenharia social e financeira que nos pode arrastar para mais caos dentro de poucos anos.


 


Alguns especialistas da economia global consideram que as grandes guerras da privatização estão focadas nos fundos de pensões. Os financeiros de casino parece que andam doidos atrás desses fundos e que o volume de pensionistas (em número e em montantes, digamos assim) de cada caderneta é o must do negócio. Já se imaginou o que pode provocar uma bolha destes fundos se ainda por cima a cruzarmos com a privatização dos sistemas de saúde? Só há negócio nestas intenções. Procura-se mais rendimento para os produtos financeiros e despreza-se a ideia de que as classes média e baixa sejam constituídas por pessoas.


 


 


 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

1 para 1

 


 


 


 


A quebra da natalidade associada ao aumento da esperança de vida cria problemas ao sistema de pensões. A variável agrava-se porque recebemos menos imigrantes, estimulamos a emigração dos jovens adultos e a economia decresce. Há especialistas que não concordam: argumentam que a produtividade dos tempos anteriores (2 pessoas activas para 1 com pensão) é inferior à actual e à futura (1,5 para 1 ou mesmo 1 para 1).


 


Mesmo que se considerem os argumentos mais pessimistas, o que não compreendo mesmo é a fórmula que leva alguns a dizerem que os privados conseguirão pagar o que hoje é público e que as pessoas activas devem repartir os descontos com o sector privado. A não ser que liguem as máquinas de produzir dinheiro que passam a vida a contestar ou que saibam o mesmo que os mais optimistas e não lhes convenha dizer por razões ideológicas e afins. Cá para mim é mais uma chico-espertice.