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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

41 anos depois e o dever da repetição

As políticas ultraliberais de gestão pública, iniciadas por Thatcher e Reagan e continuadas por Blair, Clinton e Schröder, resultaram, entre tantas desgraças, na falta estrutural de professores e no brutal aumento das desigualdades educativas. A descida abrupta da média das democracias Ocidentais no PISA 2022 confirma-o. 


E leia o seguinte post do Paulo Guinote:



6ª Feira


sábado, 18 de novembro de 2023

Qual é o critério de valorização destas coisas? Portugal funciona melhor sem Governo

O critério pode ser: aquilo funciona melhor sem Governo. Internamente, depende se se está ou não no poder. É também isto a captura do capitalismo democrático pelo ultraliberalismo que origina o crescimento dos extremismos.



"Moody’s sobe rating apesar da crise política"


quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Para Variar: a Escola do Goldman Sachs Voltou a Activar a Bomba de Neutrões?

É a escola do Goldman Sachs. "Oferece 15.000 milhões" por 30.000 milhões de imparidades (registado muito superior ao executável). É o resultado do crédito de neutrões. Ou seja, a bomba de neutrões, a última variante da bomba atómica, é um pequeno dispositivo termonuclear que "só" destrói os organismos vivos. Nessa linha, o Goldman Sachs criou o subprime, também conhecido por crédito de neutrões, que endividou a classe média e a levou à falência com o edificado intacto. Recupera o edificado na desesperada banca intermédia por metade do preço e espera que o executável suba. E repete a operação com Portugal novamente muito exposto à especulação imobiliária.

domingo, 9 de janeiro de 2022

Do Ultraliberalismo, Dos Mercados Desregulados e Do Sistema

A suprema ironia, é ver os endinheirados - não todos, obviamente - pelo sistema vigente a fazerem discursos anti-sistema para capitalizarem votos pelo mundo ocidental; e instigam à violência, à polarização, à perseguição dos pobres, das minorias étnicas e até dos imigrantes que, no fundo, são contribuintes fundamentais; e ao fim da democracia.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Só lá vai com aspirina

 


 


 


 


1128850


Cópia de 1128850


 


Luís Afonso

Da França e das ideologias

 


 


 


Dá ideia que "Macron tem a vitória assegurada". Há várias conclusões do processo eleitoral francês para quem viu o debate de ontem. Há uma evidência: o ultraliberalismo defendido pelos 1% vai vencendo em toda a linha. Macron, que é o continuador de Hollande, ganhará porque se encostou ainda mais aos ultraliberais (Varoufakis parece que lhe chama progressista, o que não deixa de surpreender) e já só debate com uma extrema-direita que não atinge com contundência em termos ideológicos. Deve ser tacticamente aconselhado. É este o estado crítico da social-democracia que tem uma qualquer ténue esperança em Portugal. Há todo um futuro ideológico por desenhar, que vai da globalização à defesa do estado social e passará pela revolução tecnológica e pelos fluxos migratórios. Claro que haverá sempre a imprevisibilidade provocada por conflitos armados que têm uma antecipação tão difícil como a vida ideológica dos 99%.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

dos tais Donos Disto Tudo

 


 


Objectivamente, e para além dos resultados da justiça (a Operação Marquês conheceu hoje mais um avanço), estamos a pagar, e vamos continuar (a tal dívida impagável), anos a fio de desvario financeiro; em Portugal, na Europa e no mundo do capitalismo selvagem.

domingo, 29 de maio de 2016

do desinvestimento nos serviços públicos

 


 


 


Há umas duas décadas alastrou-se aos serviços públicos a primazia da ideia de negócio. A gestão foi o primeiro objectivo. A alegação repetida com critério: eliminação do corporativismo e do despesismo.


 


A agenda mediática introduziu impedimentos para o exercício dos cargos: médicos a gerir hospitais, juízes a gerir tribunais, professores a gerir escolas, bancários a gerir bancos, engenheiros a gerir a EDP, a PT ou obras públicas e por aí fora. Quem seriam, então, os gestores? Saltitantes especializados em tudologia e boas relações com a partidocracia. Sabiam de offshores e swap´s e tinham treino de casino. Os resultados falam por si.


 


 


PS: para os DDT´s, os colégios "privados" são a gota que os assusta e que descartam se der muito nas vistas. O que os preocupa são as descomunais EDP, segurança social, saúde e banca.


 


Dilbert+Cartoon.JPG


 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Eliminada a requalificação de professores

 


 


 


site da PR anuncia (15 de Abril de 2016) a promulgação da lei "que elimina a requalificação de docentes". A decisão justifica-se por "não existirem efeitos orçamentais relevantes”. Por muito que custe ao pessoal do Panamá Papers, a variável "existiu" por radicalismo ideológico "rosalino".

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Mais perto do abismo?

 


 


 


Fui à procura do primeiro post sobre "vistos gold" (é de 22 de Fevereiro de 2014) e tem esta passagem: "(...)A bomba de neutrões, a última variante da bomba atómica, é um pequeno dispositivo termonuclear que destrói "apenas" organismos vivos. Nessa linha, o Goldman Sachs criou o subprime, também conhecido por crédito de neutrões, que endividou a classe média, levou-a à falência e recuperou o edificado intacto. Nesta altura, o Goldman Sachs lança outro produto do género, os vistos gold, que diz atrair a endinheirada classe média chinesa e afins e já a expõe a vendas especuladas à potência cinco.(...)".


 


A coisa complica-se. Basta seguir o trajecto habitual do capitalismo desregulado. Regras complexas e "necessidade" de acelerar processos a bem das nações e das economias. Repare-se nos offshores. Depois de tudo o que se tem passado, e de se saber que a vasta maioria dos utilizadores anda pela corrupção e pelas ilegalidades à volta de património, ainda ouvimos pessoas ligadas aos aparelhos partidários, como ontem na quadratura do círculo, a justificar a existência de offshores em nome de uma qualquer agilidade. E depois, umas bofetadas, ou umas arrojadas trumpianas, desviam as atenções e preenchem as primeiras páginas. Já nem sei que diga mais. Fico-me pelo título do post.