O Teatro da Cornucópia é um valor seguro. "A floresta", de Aleksandr Ostróvski, o "pai" do teatro russo, estava nos últimos dias. Não a queríamos perder. O autor russo, por nós nunca visto, também impelia a nossa presença.
Entrámos cedo e ficámos na primeira fila. Aquelas duas bancadas frontais do histórico teatro, bem metidas na sala, garantem uma singular e privilegiada interacção com os actores. É muito envolvente. Gosto de ver teatro e dança na primeira fila.
A comédia, em cinco actos, começou às 21h00, em ponto. Sem darmos por isso, apareceu-nos o intervalo: 23h15 marcava o relógio. Impressionante.
Um elenco muito profissional, com destaque para a excelência de Márcia Breia e de João Paulo Vaz - neste caso, um actor que confirma um talento fora do comum - leva-nos em leveza até ao final do espectáculo.
Um texto que insere-se no ambiente da pátria de Tchecov, no início do século dezanove, e que descreve uma atmosfera marcada pela luta de classes que determinaria muito do que veio a passar-se naquela zona do mundo.
Se o meu caro leitor estiver interessado, encontra, por aqui, informação mais detalhada escrita pelo grande Luís Miguel Cintra.
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