Somos clientes do Café Central, das Caldas da Rainha, desde meados de 1989. Conheci, por lá, várias pessoas com quem fiz uma boa amizade. O Central é um bom espaço para a tertúlia, embora os tempos actuais, de afanada correria, não estejam muito de acordo com essa prática salutar. O Café tem uma localização privilegiada: situa-se em pleno centro da cidade, mais propriamente na conhecida Praça da República (a Praça da Fruta), e tem vindo a melhorar a sua decoração e o seu serviço, apesar dos altos e baixos das suas gerências: vive, actualmente, uma época muito interessante.
Mas nem sempre foi assim. Até 1994, o Café estava em plena degradação e a perder clientes de modo acentuado. Em 1995, foi objecto de uma bela transformação e modernizou-se, com bom gosto e com profissionalismo. Manteve intactos os aspectos mais importantes da sua decoração, com destaque para um painel de Júlio Pomar (1955). Esse momento alto prolongou-se por quatro ou cinco anos, tendo o Café passado, de seguida, um período negro que poderia ter resultado no seu encerramento definitivo: mudança de ramo comercial.
Até que apareceu uma gerência que se associou aos proprietários que deram corpo à renovação de 1995. Esta associação resultou bem: elevou ainda mais a ambiência e presta um serviço que se recomenda.
Neste momento tem uma esplanada coberta que a lei anti-tabaco impede que se torne num espaço ainda mais acolhedor.
Mas a grande novidade é gastronómica. A ementa do Café tem influências italianas, notando-se, nesse aspecto, a produção própria de uns apetitosos gelados. Agora, passa a servir "Piadinas".
A "Piadina" é uma espécie de pão, essa fantástica invenção alimentar, que tem origem na cidade de Bolonha. Pode comer-se com recheios diversos e vem acompanhada com vegetais da cultura alimentar transalpina.
A não perder.
Sem comentários:
Enviar um comentário