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Tutela pondera introduzir segunda língua estrangeira no 2º ciclo
"O Governo está a ponderar antecipar para o 2º ciclo do básico a segunda língua estrangeira, no âmbito de um conjunto de ajustamentos àquele nível de escolaridade, que deverão passar pela introdução do conceito de escola a tempo inteiro. A ministra da Educação considerou, ainda, que os apoios às famílias no âmbito do alargamento da escolaridade obrigatória poderão não ser suficientes, mas podem fazer a diferença na opção entre o trabalho e o ensino.(...)
Em Fevereiro do ano passado, a ministra anunciou a intenção do Governo de alargar ao segundo ciclo o conceito de "escola a tempo inteiro", que introduziu na antiga primária. "Estamos a avaliar, a preparar, a analisar propostas. São questões que estão a ser colocadas em cima da mesa para depois serem tomadas decisões", acrescentou agora, sem, no entanto, adiantar prazos para a sua concretização.(...)
"Estamos a tentar competir com o mercado de trabalho, mas não é uma competição em pé de igualdade. É apenas minorar eventuais impactos negativos nas estratégias de sobrevivência das famílias. Nem o país tem condições para estar a pagar um salário a um jovem para que ele continue a estudar", afirma Maria de Lurdes Rodrigues.(...)"
Um discurso sem nexo, mas mais do que isso: podia ser um emaranhado de ideias - a propósito de assuntos muito sérios - de uma antiga especialista do trabalho, ou coisa assim, a tentar debitar umas colheradas na Educação.
Acabou mal a última manobra de propaganda do primeiro-ministro. Hoje de manhã, em visita à escola António Arroios, em Lisboa, na companhia da ministra da educação e do ministro das finanças, foi vaiado por centenas de alunos que interromperam a cerimónia de adjudicação de obras de requalificação da escola. O primeiro-ministro, seguido por uma batalhão de jornalistas, reagiu mal à monumental vaia e aos insultos que os alunos lhe dirigiram. Alguns estudantes acusaram o Governo de ser fascista e o primeiro-ministro de mentiroso. "Sócrates, fascista, não se pode ser artista!", gritaram os jovens. Não há memória na história democrática portuguesa de um primeiro-ministro tão odiado por largas franjas da população. A animosidade contra o José Sócrates não pára de crescer e os conflitos sociais aumentam de tom e de intensidade. A manifestação dos estudantes da escola António Arroios ocorreu pelas 13:30 e foi uma das mais participadas dos últimos anos. Perante a dimensão dos protestos, o primeiro-ministro teve de deixar as instalações escolares pela porta das traseiras.
ResponderEliminarObrigado pela informação.
ResponderEliminarOuvi uma notícia na rádio nesse sentido e vou estar atento aos desenvolvimentos.
É grave.