quinta-feira, 1 de outubro de 2009

movimento de cidadãos lança apelo (fiz um adenda ao post anterior sobre o mesmo assunto)

 


 


PS, CDU e BE devem procurar “solução de Governo”


 


"Um movimento de cidadãos oriundos de vários quadrantes ideológicos da esquerda lançaram hoje o apelo para que o “umbigo” de cada partido da esquerda “não seja superior ao interesse nacional”.



Perante os resultados das legislativas, que deram à esquerda uma maioria parlamentar, os subscritores do movimento “Compromisso à Esquerda” defendem um entendimento entre o PS, a CDU e o Bloco de Esquerda (BE) para que seja alcançada uma “solução de governo”, que poderá passar por uma coligação ou por acordos de incidência parlamentar.(...)


No manifesto “Compromisso à Esquerda – Apelo à estabilidade governativa” (disponível no site www.compromissoaesquerda.com), os signatários escrevem que os resultados de domingo revelam que os eleitores têm “uma inquestionável vontade de entendimento entre os partidos da esquerda”(...)"


 


Encontra aqui o documento integral (também o vou colar de seguida) que pode assinar e divulgar. Subscrevi o apelo na companhia do Paulo Guinote e da Rosário Gama, entre outros, antes de se saber os resultados das eleições (uns quatro ou cinco dias antes) e a convite de Nuno David.


 


"Apelo à estabilidade governativa.



O resultado das eleições legislativas permite afirmar com clareza que os portugueses recusaram a hegemonia neo-liberal, dando o seu voto maioritariamente à esquerda. É por isso legítimo esperar que o futuro governo do país acolha novas políticas solidárias, relançando a prosperidade e a esperança no futuro. 



A 27 de Setembro os eleitores revelaram uma inquestionável vontade de entendimento entre os partidos de esquerda. As votações alcançadas pelo Partido Socialista, pelo Bloco de Esquerda e pela Coligação Democrática Unitária são o resultado das fortes movimentações sociais ocorridas na legislatura passada, tendo contribuído decisivamente para gerar uma nova solução pluripartidária susceptível de encontrar respostas aos factores de crise e desigualdade social. 



Os entendimentos entre as diversas forças de esquerda para uma solução de governo (coligação ou acordo de incidência parlamentar) são muito comuns na Europa Ocidental (por exemplo, no Chipre, em Espanha, em França, na Itália, na Suécia, na Dinamarca, na Noruega, na Finlândia, etc...). 



Em Portugal, pelo contrário, há mais de 30 anos que as esquerdas continuam incapazes de se entender para gerarem soluções de governo. Contudo, vários estudos têm revelado que este elemento resulta de um crescente desfasamento entre os eleitores destes partidos (que desejam um entendimento) e os seus eleitos (que persistem na incomunicabilidade). 



Os resultados de 27 de Setembro exigem que as esquerdas se encontrem e sejam capazes de explicitar o contributo que cada um destes partidos está disposto a dar para se encontrar uma solução estável de governo. Pelo menos essa tentativa de entendimento é devida ao povo português pela forma como demonstrou a sua vontade eleitoral. 



Os subscritores do presente Apelo agem no sentido de que seja traduzido num programa de governo as lutas e anseios de amplas camadas da população que justificam celeridade na construção de respostas urgentes e adequadas para os problemas do seu quotidiano. Para servir este objectivo, deverão ser estudadas as bases para um Compromisso à Esquerda que reforce as conquistas democráticas, vinculando a acção governativa a um elenco programático." 


 

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