segunda-feira, 23 de novembro de 2009

qual é o verdadeiro significado destas afirmações?

 


 



Foi daqui.


 


 


De uma coisa estou seguro: a berlusconização da vida pública italiana começou com acusações de falta de independência dos juízes e com a vitimização do Sílvio Berlusconi: o homem queixava-se de perseguição atrás de perseguição. Quase que não existia caso de corrupção, ou de outra qualquer batota, onde o nome dele não estivesse envolvido.


 


Há pessoas realmente azaradas: os familiares envolvem-se amiúde em casos de desvio de dinheiro ou de atentados contra o estado de direito e os seus amigos também. E mesmo que essas pessoas não tenham cometido qualquer crime, importa que se perceba a teia de relações que as envolve e se ou elas ou as instituições de que fazem parte beneficiaram ilegitimamente desses contactos.


 


 


 



Manuel Alegre: "Os responsáveis políticos e da justiça não se podem misturar"


 


"Manuel Alegre afirmou hoje que é preciso "repor a decência", dizendo que justiça e política não podem misturar-se e que a corrupção tem de ser combatida com as regras de um Estado de Direito.(...)"


 

5 comentários:

  1. 22 Novembro 2009 – 00h30

    Entrevista: José António Saraiva
    “Não falimos por um milagre”

    José António Saraiva, director do semanário ‘Sol’, revela ao CM que o Governo o pressionou para não publicar notícias do Freeport e que depois passou aos investidores.

    Correio da Manhã – O ‘Sol’ foi coagido pelo Governo para não publicar notícias do Freeport?

    José António Saraiva – Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.

    – Que problemas?

    – Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não pagar ordenados. Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do Freeport. Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida.

    – Depois houve mais alguma pressão política?

    – Sim. Entretanto tivemos propostas de investimentos angolanos, e quando tentámos que tudo se resolvesse, o BCP levantou problemas.

    – Travou o negócio?

    – Quando os angolanos fizeram uma proposta, dificultaram. Inclusive perguntaram o que é que nós quatro – eu, José António Lima, Mário Ramirez e Vítor Rainho – queríamos pa-ra deixar a direcção. E é quando a nossa advogada, Paula Teixeira da Cruz, ameaça fazer uma queixa à CMVM, porque achava que já havia uma pressão por parte do banco que era totalmente ilegítima.

    – E as pressões acabaram?

    – Não. Aí eles passaram a fazer pressão ao outro sócio, que era o José Paulo Fernandes. E ainda ao Joaquim Coimbra. Não falimos por um milagre. E, finalmente, quando os angolanos fizeram uma proposta irrecusável e encostaram o BCP à parede, eles desistiram.

    – Foi um processo longo…

    – Foi um processo que se prolongou por três ou quatro meses. O BCP, quase ironicamente, perguntava: “Então como é que tiveram dinheiro para pagar os salários?” Eles quase que tinham vontade que entrássemos em ruptura financeira. Na altura quem tinha o dossiê do ‘Sol’ era o Armando Vara, e nós tínhamos a noção de que ele estava em contacto com o primeiro-ministro. Portanto, eram ordens directas.

    – Do primeiro-ministro?

    – Não temos dúvida. Aliás, neste processo ‘Face Oculta’ deve haver conversas entre alguns dos nossos sócios, designadamente entre Joaquim Coimbra e Armando Vara.

    – Houve então uma tentativa de ataque à liberdade de imprensa?

    – Houve uma tentativa óbvia de estrangulamento financeiro. Repare–se que a Controlinveste tem uma grande dívida do BCP, e portanto aí o controlo é fácil. À TVI sabemos o que aconteceu e ao ‘Diário Económico’ quando foi comprado pela Ongoing – houve uma mudança de orientação. Há de facto uma estratégia do Governo no sentido de condicionar a informação. Já não é especulação, é puramente objectiva. E no processo ‘Face Oculta’, tanto quanto sabemos, as conversas entre o engº Sócrates e Vara são bastante elucidativas sobre disso.

    – Os partidos já reagiram e a ERC vai ter de se pronunciar. Qual é a sua posição?

    – Estou disponível para colaborar.

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  2. É o tradicional NIM! Por estas e por outras é que isto está como está.

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  3. Quatro quadras soltas
    Letra e música: Sérgio Godinho
    In: "Campolide", 79;

    ... nós queremos é justiça
    ... e dinheiro para o bife
    ... e não esta coboiada
    ... em que é tudo do sherife

    Actualíssimo.


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  4. Eu já não o posso ouvir, embora já não o ouça há muito tempo.

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