
Já o escrevi por diversas vezes: não me interessam muito as discussões à volta do estatuto social das profissões; tenho ideia que são as pessoas que fazem as profissões e não o contrário. Mas não sou imune ao que ouço e leio; e sorrio com algumas apreciações.
Quando a economia portuguesa não está em recessão - estado 1 -, os professores são aquela fatia de pessoas sem ambição que se contenta com um emprego no estado e com um reles vencimento: uns seres falhos de empreendedorismo, incapazes de treparem as escadas do sucesso e que justificam uma contenção salarial.
Quando a economia portuguesa está em recessão - estado 2 -, os professores passam a ser aquela fatia de malandros e de preguiçosos que vive à custa do orçamento de estado sem realizar actividade que se veja, que ainda por cima auferem um chorudo salário e que justificam uma contenção salarial.
Como, e infelizmente, a economia portuguesa vive em permanente "estado 2" ou perto disso, os professores portugueses são das pessoas mais mal tratadas pelos portugueses que percebem de tudo e de mais alguma coisa. Mas pior ainda: se reclamarem, mesmo que com comprovada razão, da sua condição, recebem um acordado congelamento salarial e umas picadas do senhor reitor da universidade católica; é factual.
Arre, que é precisa muita paciência para tanta sabedoria económica.
(Reescrito).
ResponderEliminarBem visto.
... que se pode esgotar!!!!
ResponderEliminarO Paulo tem razão. Nem sei se hei-de rir se chorar.
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