Uma das principais características das teorias eduquesas é o regresso à "primeira" infância; e não só dos alunos, note-se. As teorias dos excessos de garantismo infantilizam tudo em que tocam. Os professores devem nivelar-se, na linguagem e nas atitudes, pelas padrões mais pueris e nem o ensino escapa. Ficam ambos, professores e conteúdos, desautorizados e imbecilizados.
Uma das teses que mais me espanta é a certeza eduquesa de que as crianças não podem agir por sua conta e risco, nem sequer nos recreios das escolas. Convencem-se que assim eliminam o bullying e as atitudes violentas. Sabe-se que o que protege as crianças dos exageros nefastos é uma retaguarda forte e a certeza que quando fazem uma denuncia algo acontece mesmo e que não ficam debaixo do temor de uma qualquer ameaça dos seus pares.
É verdade que as atitudes proteccionistas em excesso infantilizam.
ResponderEliminarTrataste da obcessão pela segurança que tomou conta da nossa sociedade. Mas isto é muito mais geral.
Por exemplo, é preciso garantir que um certo aluno não repita a negativa que teve no ano anterior porque não pode reprovar mais uma vez. A responsabilidade é colocada no professor e não no aluno. Este não corre qualquer risco. Tudo se passa com outros, a quem também não custa muito atribuir uma nota positiva. Enfim, os resultados fabricam-se.
Nem mais. Não via o assunto desta maneira. Tem razão.
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ResponderEliminarViva Luís.
Essa questão das notas tem muito que se lhe diga. Tens um texto no teu blogue interessantíssimo sobre essa matéria. Há um dado que nunca podemos menosprezar, parece-me: a realidade social a quem se destina a medida.
Uma vez, era eu presidente do CP e do CE, votei vencido uma decisão que apertava muito o número de negativas permitidas para uma aprovação. Não o posso assegurar - houve muita coisa que melhorou na escola - mas o número de reprovações baixou e os alunos passaram a ter classificações mais altas.
Com esta concordo absolutamente.
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