quinta-feira, 26 de maio de 2011

têm a palavra os médicos

 


 


 


 


Ou seja: os génios do SIADAP descobriram o seguinte milagre de resolução de problemas: uma pessoa está doente, vai ao médico e no momento da alta do hospital debruça-se sobre uma série de indicadores e escolhe os descritores adequados à pontuação referente à atitude profissional e de comunicação dos médicos.


Para além dos papéis com as prescrições médicas e dos que justifiquem as faltas profissionais, até à satisfação das receitas e ao mal-estar provocado pela maleita, o doente ainda tem que se concentrar numa avaliação que, para ter rigor, deve estudar previamente?


É claro que tudo isto passará por conhecer também os objectivos individuais do avaliado e relacioná-los com os da instituição hospitalar e com os desígnios do serviço nacional de saúde (ou do privado ou do social). Mas esta gente vai mesmo aos hospitais? Se não vai devia ir e exigir um internamento de longuíssima duração. 


 


A saga do esmagamento burocrático das classes profissionais está apenas adormecida.


 


Atitude dos médicos vai contar para a avaliação de desempenho


 


"(...)A atitude profissional e comunicação dos médicos nomeadamente perante os doentes vai ser um dos parâmetros obrigatórios na avaliação de desempenho da classe, que só terá efeitos práticos em 2012, de acordo com a portaria que procede à adaptação do Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho (SIADAP) aos trabalhadores integrados na carreira especial médica.(...)"

9 comentários:

  1. DOIDOS VARRIDOS ESTES DO SIADAP.

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  2. Fausto Viegas (Norte)26 de maio de 2011 às 14:29

    Qualquer dia os condenados avaliam os juízes, carago. Não sois bons da moina, ó cambada do Siadap.

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  3. Do portugal profundo26 de maio de 2011 às 15:10

    Juízes, Médicos e Professores perseguidos por políticos e burocratas invejosos.

    Os Juízes vão na mesma calha, como pesquisei neste blog:

    "Nem os brutais sinais da France Telecom ou as opiniões de quem estudou mesmo o modelo de avaliação dos professores portugueses conseguem incluir sensatez e modernidade nos raciocínios do grupo "mais sociedade". Estes proponentes da direita portuguesa são uns fanáticos da medida: humanos e parafusos são recursos da mesma categoria empresarial. Usam uma linguagem bem-pensante e tão sedutora como qualquer ideia totalitária. Resguardam-se na irrefutabilidade de tudo o que é falso.

    No caso da justiça portuguesa, não escrevem sobre o inenarrável citius que ridiculariza o sistema de informação dos tribunais através da repetição e redundância de dados ou sequer responsabilizam a incapacidade política para que a gestão dos mesmos não se situe ao nível da traquitana do Estado. Também não se lê uma vírgula sobre a comprovada falta de qualidade da legislação. A panaceia é simples: medir os juízes em quantidade e qualidade. Estão-se mesmo a ver os resultados. Têm a palavra os juízes e os políticos que defendem sem tibiezas a democracia e a liberdade.

    Movimento “Mais Sociedade” sugere que salários dos magistrados dependam do desempenho "

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  4. ramos silva pereira26 de maio de 2011 às 15:39

    vai ser lindo...

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  5. Mas agora que se meteram com os médicos, que até têm uma ORDEM, sempre quero ver como é que esta avaliação se vai processar. Não estou a ver os médicos a desceram a Avenida da Liberdade a plenos pulmões! Havia de ser giro... um mar de batas brancas!

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  6. Este país está a ser governado por dementes!
    É só isso que me ocorre.

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  7. Ó Fausto Viegas, esta cambada até mete nonjo, carago! Queres ver que os mortos vão cuntar p'ra avliaçãoe? Andam mas é a precisar de quem lhes deia naquelas beixas. Num achas?

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  8. Obrigado. Já li os dois sites e reli o post onde entrou o comentário. Sem mais dados não consigo relacionar o trágico acontecimento com as situações descritas.

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