Ou seja: os génios do SIADAP descobriram o seguinte milagre de resolução de problemas: uma pessoa está doente, vai ao médico e no momento da alta do hospital debruça-se sobre uma série de indicadores e escolhe os descritores adequados à pontuação referente à atitude profissional e de comunicação dos médicos.
Para além dos papéis com as prescrições médicas e dos que justifiquem as faltas profissionais, até à satisfação das receitas e ao mal-estar provocado pela maleita, o doente ainda tem que se concentrar numa avaliação que, para ter rigor, deve estudar previamente?
É claro que tudo isto passará por conhecer também os objectivos individuais do avaliado e relacioná-los com os da instituição hospitalar e com os desígnios do serviço nacional de saúde (ou do privado ou do social). Mas esta gente vai mesmo aos hospitais? Se não vai devia ir e exigir um internamento de longuíssima duração.
A saga do esmagamento burocrático das classes profissionais está apenas adormecida.
Atitude dos médicos vai contar para a avaliação de desempenho
"(...)A atitude profissional e comunicação dos médicos nomeadamente perante os doentes vai ser um dos parâmetros obrigatórios na avaliação de desempenho da classe, que só terá efeitos práticos em 2012, de acordo com a portaria que procede à adaptação do Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho (SIADAP) aos trabalhadores integrados na carreira especial médica.(...)"
DOIDOS VARRIDOS ESTES DO SIADAP.
ResponderEliminarQualquer dia os condenados avaliam os juízes, carago. Não sois bons da moina, ó cambada do Siadap.
ResponderEliminarJuízes, Médicos e Professores perseguidos por políticos e burocratas invejosos.
ResponderEliminarOs Juízes vão na mesma calha, como pesquisei neste blog:
"Nem os brutais sinais da France Telecom ou as opiniões de quem estudou mesmo o modelo de avaliação dos professores portugueses conseguem incluir sensatez e modernidade nos raciocínios do grupo "mais sociedade". Estes proponentes da direita portuguesa são uns fanáticos da medida: humanos e parafusos são recursos da mesma categoria empresarial. Usam uma linguagem bem-pensante e tão sedutora como qualquer ideia totalitária. Resguardam-se na irrefutabilidade de tudo o que é falso.
No caso da justiça portuguesa, não escrevem sobre o inenarrável citius que ridiculariza o sistema de informação dos tribunais através da repetição e redundância de dados ou sequer responsabilizam a incapacidade política para que a gestão dos mesmos não se situe ao nível da traquitana do Estado. Também não se lê uma vírgula sobre a comprovada falta de qualidade da legislação. A panaceia é simples: medir os juízes em quantidade e qualidade. Estão-se mesmo a ver os resultados. Têm a palavra os juízes e os políticos que defendem sem tibiezas a democracia e a liberdade.
Movimento “Mais Sociedade” sugere que salários dos magistrados dependam do desempenho "
vai ser lindo...
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ResponderEliminarMas agora que se meteram com os médicos, que até têm uma ORDEM, sempre quero ver como é que esta avaliação se vai processar. Não estou a ver os médicos a desceram a Avenida da Liberdade a plenos pulmões! Havia de ser giro... um mar de batas brancas!
lol!!!
ResponderEliminarEste país está a ser governado por dementes!
ResponderEliminarÉ só isso que me ocorre.
Ó Fausto Viegas, esta cambada até mete nonjo, carago! Queres ver que os mortos vão cuntar p'ra avliaçãoe? Andam mas é a precisar de quem lhes deia naquelas beixas. Num achas?
ResponderEliminarObrigado. Já li os dois sites e reli o post onde entrou o comentário. Sem mais dados não consigo relacionar o trágico acontecimento com as situações descritas.
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