segunda-feira, 22 de agosto de 2011

culpa

 


 


 


Degrada a condição profissional e pessoal dos professores, derruba governos e governantes, enfraquece sindicatos, incompatibiliza bloggers e movimentos de professores, alimenta a queda no supérfluo de muitos órgãos de comunicação social, provoca desânimo e conflitualidade na atmosfera organizacional das escolas e apenas satisfaz quatro dos atributos da nossa falência: a inveja, a ganância, a mesquinhez e a ignorância.


 


Há um princípio ancestral que parece governar a sociedade portuguesa e que é sempre contado em nome da avó: na passagem do neto como o único de passo trocado na marcha militar, a culpa era dos outros. Com a avaliatite dos professores o problema é semelhante e está há muito identificado: a má burocracia, monstruosa e kafkiana, começa por querer medir dimensões fora da sala de aula e o desmiolado SIADAP faz o resto. Enquanto não se cortarem as raízes ao processo que destruiu o poder democrático da escola, a dilaceração continuará obstinada e presunçosa e a culpa será dos do primeiro parágrafo.

5 comentários:

  1. Discordo num detalhe: em certos quadrantes a culpa nunca se sente como sua. É sempre alheia.

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  2. Paulo G. Trilho Prudencio24 de agosto de 2011 às 22:26

    Ah sim, claro

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  3. Mas a culpa está lá, camuflada... daí o ódio...

    A consciência pode estar adormecida, mas as "profundezas" revolvem-se com culpas...

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  4. Paulo G. Trilho Prudencio26 de agosto de 2011 às 11:21

    Tb, claro

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