Não acredito em cidadãos imaculados nem em organizações imunes aos "pecados" da natureza humana e, por isso, defendo a democracia e o estado de direito. Também não sou dado a teorias da conspiração. Lembro-me sempre de Karl Popper quando leio os que se esquecem que a irrefutabilidade só nos aproxima do totalitarismo.
A linguagem bem-pensante e sedutora fez do eduquês uma via para o totalitarismo e algo parecido levou o sindicalês para o mesmo sítio. Os sindicatos foram seduzidos para uma espécie de participação governativa para adquirirem a alforria da responsabilidade. Deixaram para lugar secundário a força da razão e passaram a nortear a presença na mesa de negociação pelo imediato, pelos corredores do poder, pela promiscuidade partidária e pela dança das cadeiras.
Esta constatação nem se fundamenta apenas no que se assistiu nos últimos anos na Educação. Cada uma faz da vida o que quer, mas tem de ter bem presente que as agendas sindicais não podem ser plasmadas das governativas, que a força da razão não se impõe de imediato e que é com o exemplo que se constrói a democracia.
(1ª edição em 8 de Abril de 2011)
...100% de acordo...
ResponderEliminarViva Paulo,
ResponderEliminarsó para memória futura, estás a falar de sindicatos da CGTP ou de uns clones de sindicatos, alojados na UGT e criados pelo "outro" PS (o tal de esquerda, de Maldonados Gonelhos, Torres Coutos e quejandos)?
Abraço,
Francisco
Viva Francisco.
ResponderEliminarFoi uma reflexão que não é de agora. Os sindicatos têm sido seduzidos para a "responsabilidade" e os resultados estão aí. Há, como em tudo, um ou outro caso de não alinhamento, mas raramente se vê quem bata com a porta ou o poder governativo ou financeiro a praticar o que pede aos sindicatos.
Abraço.