sábado, 6 de outubro de 2012

evidências e equivalências

 


 


 


Por mais que a história faça do mito de sísifo um imperativo, surpreendemo-nos quando os valores mais vetustos voltam à tona.


 


Quando o tribunal constitucional inquietou a austeridade em curso, a AD defendeu-se com a sua base eleitoral para explicar a escolha dos funcionários públicos.


 


É conhecida e antiga a fórmula da direita atávica e dos interesses: o sector público é despesa e desprezível e o sector privado é produtividade e modernidade. Desta vez não o esconderam.


 


Lembram-se da risível solução de mais meia-hora diária de trabalho no privado para compensar os cortes nos subsídios dos funcionário públicos e pensionistas? Coreografia de quinta-divisão, como logo se percebeu.


 


A conclusão é simples: para além de concordarmos ou não com a ideologia, o que se torna insuportável é estarmos na presença de mais uma fornada de impreparados. Ainda há tempos ouvi o ministro Relvas dizer que a saúde, a educação e o restante sector público precisavam de um choque de gestão equivalente ao praticado pelas empresas por onde passou. Valha-nos sei lá o quê. São pessoas com esta experiência e sapiência que desenham ou influenciam os modelos de gestão escolar do tipo do que está em curso. É mais um choque, realmente.

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