quarta-feira, 24 de abril de 2013

bem antes da troika

 


 


 


 


 


Quando escrevi neste post que "(...)quando a coisa se generalizar na forma de centenas de mega-agrupamentos, organizados no quinquagésimo quadro de divisão do rectângulo e habitados por professores precários, a despesa humana será incontrolável e o abandono escolar ainda mais chocante(...)", estava a pensar no que existiu desde a mudança de milénio e na agenda inconfessada que foi forçando o descrédito das escolas do Estado porque o seu orçamento era demasiado apetitoso para não obedecer à pior lógica PPP.


 


Não é preciso pensar muito para perceber como os indicadores macro comovem os decisores políticos e como a pior tese "cooperativa de ensino" tenta sobreviver.


 


A babilónica organização administrativa do país e a dificuldade nos domínios da descentralização e da desconcentração do Estado, associada ao temor com a municipalização, atribuem créditos à ideia. Cria-se mais um quadro de divisão administrativa centralizado, que não seja concelhio nem distrital, e prepara-se terreno para o ensino low cost (patente registada pelo Paulo Guinote).


 


Numa democracia tem de existir espaço para o ensino privado, confessional ou mesmo na lógica "cooperativa de ensino" que adquire diversas nomenclaturas nas democracias.


 


O que é inadmissível na escolaridade obrigatória, e quiçá nos outros níveis, é a privatização de lucros à custa dos salários das pessoas e a contratação não escrutinada de professores pagos pelo orçamento do Estado.


 


 


 


Já usei parte deste texto noutro post.

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