domingo, 28 de dezembro de 2014

heranças, preconceitos e ideologias

 


 


 


 


Os 48 anos da ditadura do século passado consolidaram uma sociedade amedrontada, desconfiada do exercício da cidadania, temerosa do contraditório, alojada na corrupção, desrespeitadora do Estado e do bem comum e que não considerou a organização um valor precioso. É evidente que para esse estado também contribuíram outros factores históricos.


 


A jovem democracia, que ainda regista números escolares que envergonham, demorará, se tiver tempo e engenho para isso, gerações a atenuar.


 


Existem preconceitos que parecem "guardar" a sociedade que descrevi, que supervisionam a ousadia e a poesia e que reagem ao novo com medo da não conservação da herança. Controlam os danos de forma subtil: classificam de ideológico, dando-lhe uma conotação pejorativa, o que inquieta ao mesmo tempo que se põem a salvo da "radical" catalogação.


 


É a forma ideológica do mau conservadorismo. Existe em modo silencioso e espera a redenção com a chegada "anunciada" do regime protector de todos os males do mundo.


 


 


 

2 comentários:

  1. Em 74 tinhamos uma taxa de escolarização de 20% no 3º. ciclo do ensino básico e de 9% no ensino secundário.
    Abril foi feito com este povo inculto, ignorante que nunca soube o que era uma democracia.
    Penso que pode juntar este factor ao diagnóstico que fez.
    Cumprimentos.

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