Rio inscreveu a educação no pacto e antecipou o texto: "o Governo reverteu tudo de Crato". Não é verdade. O Governo reverteu uma parte dos "privados" escolares, o concurso "BCE" dos professores e atenuou a obsessão métrica nos alunos mais pequenos. Portanto, uma pequeníssima parte. Falta reverter quase tudo, desde logo o retrocesso civilizacional do afunilamento curricular (ainda mais severo nos petizes). Ou seja, o PSD não pactua apenas o regresso da roda livre dos "privados" escolares, da "BCE" dos professores e da industria da medição quase à nascença. Rio quer mais. Pactuará as malfeitorias de Lurdes Rodrigues e o início da queda que a antecedeu, com David Justino a tecer o fio pactuante. Aliás, e olhando para o que existe, nem é preciso pactuar. Adopte-se a sábia prospecção do cartoonista nas últimas legislativas: óculos 3D para os eleitores verem eclipses antes de votar.
Luís Afonso
A “geringonça” e os professores
ResponderEliminarA “geringonça” lá vem (des)governando (mal e atabalhoadamente — veja-se o caso dos funcionários públicos
que receberam, em Janeiro, um vencimento menor do que aquele que foi processado em Dezembro do ano passado). Ou veja-se o caso da continuada corrupção, nepotismo e amoralismo que grassam no país, a vários níveis, neste singular regime que é mais partidocrático do que democrático. Isto para não ter de referir o caos instalado em muitas urgências dos hospitais, o contínuo desmantelamento de empresas ou o aumento subreptício dos impostos por via direta, indireta e outras formas subtis de esmifrar o contribuinte.
No caso dos docentes, o estatuto social e profissional não pára de degradar-se, há muito, com a promessa fraudulenta, agora, da parte do Governo, do reposicionamento nas carreiras e da recuperação do tempo de serviço congelado.
Que reposicionamento? Que recuperação do tempo de serviço congelado? Qual progressão?
Aumento insignificante de uns míseros euros, esbatimento na diferença dos escalões e a não recuperação do tempo de
serviço congelado (verdadeiro esbulho que prejudicará imenso as professoras e os professores) é o que irá acontecer com o prenúncio de que, efetivamente, os professores irão fi car pior do que estavam em termos profissionais e remuneratórios.
Concluindo: na generalidade a vida não está melhor, não está fácil e o que interessará, em particular, a esta mixórdia
governamental é não dignificar a classe docente dos professores. O que lhe interessa é que os actores políticos, os deputados, estejam bem remunerados, com ajudas de custo, benesses e alvíssaras várias que lhes permitam governar a vidinha.
E, de permeio, a “geringonça” vai endrominando e aperreando o “zé povo”, que também se encontra espalhado, em boas doses, pelo funcionalismo público.
António Cândido Miguéis, Vila Real
Enfim.
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