A frase de Winston Churchill, "a democracia é o pior dos regimes, à excepção de todos os outros", tornou-se vulgar, mas continua oportuna. Importa sublinhar que a defesa da democracia não acolhe o acriticismo; pelo contrário. Nota-se a incomodidade da totalidade do sistema orgânico, digamos assim, com os processos leaks. Advogam o silêncio em nome do que existe. Evocam o perigo da queda nos extremos; nomeadamente nos movimentos políticos fascistas que devastaram a Europa no século passado e que originaram guerras mundiais. Compreende-se. Todavia, também se deve repetir "que quem não deve não teme" e que há no que existe muito do que originou a queda das democracias. E o silêncio é tão inaceitável, como é elogiável a coragem dos leaks. Conotar todos os leaks com interesses antidemocráticos não é democrático. Quem já acompanhou "movimentos independentes ou de cidadania" percebe o quão injustos são os rótulos apressados das estruturas orgânicas e como isso fragiliza a democracia.
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