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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ganda Filipa!

 


 


 


Foi às 15h00 do dia 7 de Novembro de 2014, num anfiteatro do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, que a Filipa Isabel Rodrigues Prudêncio defendeu, com a nota máxima, o seu doutoramento com o título "Revisiting bi-isotropic media: a new analytical and geometrical approach".


 


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Duas horas e meia depois, a fotografia da Filipa com o júri. 


 


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A Filipa e o Professor finlandês Ari Shivola que é uma das principais referências bibliográficas que a Filipa referiu.


 


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A Filipa e os seus colegas e amigos. Era evidente uma boa onda.


 


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A Filipa, os pais e o Professor Carlos Paiva, orientador principal do doutoramento.


 


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O abraço da mãe.


 


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O abraço do pai.


 


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A comemoração.


 


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Fotografei e fiz vídeos. A sala estava composta nas filas mais atrás. Nada sei do conteúdo da "Revisiting bi-isotropic media: a new analytical and geometrical approach", mas olhei para a ideia desburocratizada da forma: 134 páginas, sem qualquer nota de rodapé e com a bibliografia considerada essencial.


 


Ganda Filipa!


 


 


 


 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

a filipa brilhou na china

 


 


 


 


 


 


 


 


 


A Filipa venceu o "melhor trabalho de investigação de aluno de doutoramento"("Best student paper award"), numa conferência de nível mundial, a URSIGRASS - 2014, a 31ª Assembleia Geral e Simpósio Científico da União Internacional da Rádio Ciência que está a decorrer (16 a 23 de Agosto de 2014) em Pequim, na China.


 


Recebeu um convite da organização (o que já foi um prémio muito bom), a exemplo de centenas de jovens investigadores, e apresentou um trabalho ("The most general classes of Tellegen media reducible to simple reciprocal media: a geometrical approach") que mesmo em inglês nos parecerá mandarim.


 


Tenho o hábito de dar conta dos prémios ou distinções, académicas ou desportivas, da minha filha Filipa.


 


Este prémio é, sem qualquer dúvida, o mais importante que a Filipa recebeu nos diversos domínios. Não tem mesmo paralelo. Tem uma dimensão que honra a Filipa, o país, a universidade que representa e as pessoas que a têm ajudado nesta caminhada.


 


Este prêmio é atribuído de três em três anos e abrange, por exemplo, tópicos de metrologia, electrónica, radiocomunicação, astronomia, biologia e medicina.


 


A Filipa Isabel Rodrigues Prudêncio está mesmo de parabéns.


 


As imagens do post foram captadas há pouco via Skype e darei mais detalhes oportunamente.


 


 



 


 


 


 


 


 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

lisboa - cidade do fado e da luz (2)

 


 


 


Assisti, no cinema S. Jorge em Lisboa, à antestreia do belíssimo documentário (cerca de 45 minutos), "Lisboa - cidade do fado e da luz". As imagens e as histórias de Lisboa foram realizadas por Lourdes Picareta e serão exibidas nos canais 1 da Televisão Alemã e no Francês Arte.

O público alvo do documentário ficará com uma vontade irresistível de visitar a capital, tal a beleza das imagens e a mistura dos três tempos das sociedades. O documentário tem como protagonistas José Avillez (cozinheiro), Joana Vasconcelos (escultora), Gisela João (fadista), Filipa Prudêncio (surfista) e José Cabral (blogger). Foi memo com um sorriso babado que assisti à presença da Filipa como protagonista num documentário deste género e fiquei deslumbrado com as imagens das suas surfadas na Ericeira. Prometi o vídeo e assim é. A Filipa aparece a partir do minuto 33.30.


 


 






segunda-feira, 21 de outubro de 2013

até estes?

 


 


 


(Declaro, desde já, que este post foi muito bem pesado.)


 


 


"Os professores estão a ser exterminados", afirmou, no último eixo do mal, Clara Ferreira Alves. Pedro Marques Lopes anuiu e até reforçou. A primeira acrescentou qualquer coisa do género: "Mas esta gente não entende que os professores lidam com o futuro e não podem suportar este estado de desesperança permanente".


 


Transcrevo estas afirmações porque são elucidativas em dois aspectos: o adjectivo usado, exterminados, é fortíssimo e os dois habitantes do eixo do mal eram insuportáveis Lurditas D´oiro e desconheciam que a desesperança, a tortuosidade, as feridas profundas na dignidade e na desconfiança entre pares já têm uma escola com anos a fio que agora atingiu um qualquer auge; mas há um lado de esperança para os professores: se até estes foram iluminados, então o caminho pode mudar de rumo.


 


Demorei a usar adjectivos tão fortes como "exterminados", mas devo ter utilizado algo semelhante. Os meus amigos mais socialistas sempre me alertaram para o peso das palavras e para o facto de haver quem sofresse mais. Sabia que sim, naturalmente, até no âmbito material. Só que o extermínio tem requintes que só os exterminados reconhecem.


 


Vou, como professor e como cidadão, tendo a minha conta no processo. Mas as minhas circunstâncias suavizam os efeitos se comparadas com as de milhares de colegas meus.


 


Aconselho a audição desta comovente fita dedicada aos professores e aos requisitos.


 


 


Os requisitos







sábado, 28 de setembro de 2013

não deixem que alguém seja esquecido!

 


 


 


 


 


 



 


 


 


 


 


O Expresso diz assim:


 


 


"Excerto do discurso proferido por Malala Yousafzai na cerimónia de entrega do galardão "Embaixador de Consciência da Amnistia Internacional", em Dublin, Irlanda, a 17 de setembro de 2013. Malala ficou conhecida no ano passado, quando levou um tiro na cabeça por defender no seu blogue o direito das raparigas à educação no Paquistão. Sobreviveu e hoje é uma fervorosa ativista."



"(...)Gostaria de agradecer à Amnistia Internacional pelo seu continuado trabalho de proteção dos direitos humanos e por me dar esta distinção pela nossa campanha global em nome da educação das raparigas. É com a maior humildade que partilho hoje este galardão com o não só Rei do Calypso, mas também rei das campanhas pelos direitos humanos em todo o mundo. Tem a minha profunda admiração, Sr. Harry Belafonte.




Caros irmãos e irmãs, como muitos de vós saberão, o meu amado país natal, o Paquistão, e os seus cidadãos estão a sofrer nas mãos de violentos terroristas. A guerra continua a ser travada contra civis inocentes do Afeganistão, enquanto raparigas de todo o mundo são privadas do seu direito básico à educação. Raparigas como Sambul, de 5 anos, são vítimas de violência sexual. Defensores dos direitos humanos são mortos, como Sushmita Banerjee, uma profissional da saúde e autora morta a tiro no Afeganistão. Podemos ver que na Síria as pessoas estão sem abrigo e as crianças fora da escola. Na Índia as crianças são vítimas de trabalho infantil e de tráfico de menores.


Em muitos países, as mulheres têm sido vítimas de abuso sexual, casamentos precoces forçados e trabalho doméstico. Não são aceites como seres humanos, mas são vistas como seres inferiores, negligenciadas e marginalizadas. As mulheres são privadas dos seus direitos básicos à igualdade e à justiça. Eu poderia continuar indefinidamente a falar das atrocidades e das violações dos direitos humanos que ocorrem a cada hora, a cada minuto e a cada segundo, de cada dia que passa.




Eu sei que cada vez que uma pessoa chega e dá um discurso, a audiência bate palmas e a coisa acaba ali. Caros irmãos e irmãs, não estou aqui para vos explicar em detalhe os problemas com que nos deparamos, pelo contrário, estamos aqui todos para encontrar uma solução para esses problemas. Todos vocês devem estar a questionar-se: qual é a solução? Creio que a única solução é a educação... a educação... a educação!


Com esta poderosa arma podemos combater a violência, o terrorismo, o trabalho infantil e a desigualdade. As únicas ferramentas necessárias são uma caneta e um livro, para nos guiarem rumo a um futuro esclarecido para todos e para cada um.  




Hoje, gostaria de pedir a cada um de vós que fizesse uma pequena coisa. Esta pequena coisa é levarem uma caneta ao papel e pedirem aos vossos governos que se foquem na educação e que tomem medidas práticas.




É vital que a educação seja a sua primeira prioridade.




Quero viver num mundo em que a escolaridade obrigatória gratuita esteja disponível em todo o lado, para todas as crianças."















sábado, 31 de agosto de 2013

lisboa - cidade do fado e da luz

 


 


 


 



 


 


 


 


Assisti ontem às 21h30, no cinema S. Jorge em Lisboa, à antestreia do belíssimo documentário (cerca de 45 minutos), "Lisboa - cidade do fado e da luz". As imagens e as histórias de Lisboa foram realizadas por Lourdes Picareta e serão exibidas nos canais 1 da Televisão Alemã e no Francês Arte.


 


O público alvo do documentário ficará com uma vontade irresistível de visitar a capital, tal a beleza das imagens e a mistura dos três tempos das sociedades. O documentário tem como protagonistas José Avillez (cozinheiro), Joana Vasconcelos (escultora), Gisela João (fadista), Filipa Prudêncio (surfista) e José Cabral (blogger). Foi memo com um sorriso babado que assisti à presença da Filipa como protagonista num documentário deste género e fiquei deslumbrado com as imagens das suas surfadas na Ericeira. Disponibilizarei o vídeo logo que seja possível.


 


 



 


 


A apresentação da Filipa pelo blogger do "Alfaiate de Lisboa".


 



 


A realizadora, com os cinco protagonistas, a apresentar o documentário.


 


 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

obama continua a fazer história e que história

 


 


 


 


 


 


 


Não aguentei a madrugada inteira e desliguei quando já se confirmava o óbvio: os eleitores norte-americanos perceberam a pesadíssima a herança e o mundo real. Obama foi reeleito com um conforto justo e merecido.


 


Acabei de ver o seu comovente discurso de vitória onde reforçou o caminho em busca de tempo. O presidente dos EUA continua a surpreender o mundo e a usar a palavra em nome das minorias, sem tibiezas nem eufemismos. Deve ser, realmente, uma honra ter um presidente com esta qualidade humana.


 


 


terça-feira, 11 de setembro de 2012

carta aberta ao primeiro-ministro

 


 


 


Encontrei-a aqui.


 


 


Exmo. Senhor Primeiro Ministro.


Hesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.


Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito – todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! – mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.


Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice – da minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco – ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.


A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta – as físicas, as emotivas e as morais – um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado “The Garden Party”: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos.

Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. 

Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais – tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter,para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.


Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos , situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14.º andar, explicava, a desolação que se contempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa. e do seu robótico Ministro das Finanças - sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... – têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.


Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida – tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes  termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher – como o “conservador” Passos Coelho – quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.


Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados. É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio. Darei a V. Exa. – e com isto termino – uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras: ”Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.” Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.

 


De V. Exa., atentamente,

Eugénio Lisboa