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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

em círculo

 



 


 


 



 


 


 


 


A desburocratização é o oxigénio que permitirá o ensino e um passo para a redefinição do poder democrático da escola. É absurda a carga burocrática associada a uma nota negativa. A desconfiança nos professores é transversal e não beneficia quem quer que seja. Em Portugal tem sido discutida a responsabilidade na origem do problema: mais à esquerda ou mais à direita?


 


Os professores não se livram do contributo para o inferno de papelada. Como bem escreveu José Luiz Sarmento, aqui, mais do que esquerda e direita (neste ângulo da escola) devemos falar de racionalidade versus inutilidade.


 


Socorramo-nos de um exemplo do século passado para não ferir suscetibilidades.


 


Quando alguém passava a dirigir um qualquer órgão e tinha de apresentar o programa de acção respectivo, como é que procedia? Em vez da racionalidade de apresentar uma proposta escrita, iniciava a primeira reunião com a seguinte formulação: "gostava de saber quem são os voluntários para redigir o programa (ou o projecto)".


 


Esta demissão impregnada de democraticidade (muitas vezes para esconder uma notória incapacidade em estabelecer propósitos concretos) embaraçava o ambiente, era inútil, gerava desperdício de tempo, burocratizava o processo e terminava numa cópia do primeiro exemplar externo que aparecesse pelo caminho.


 


Este estado de inoperância organizacional alastrava-se, conduzia as instituições a uma improdutividade exasperante e era assumido à esquerda e à direita.