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domingo, 9 de fevereiro de 2014

assim vai a europa

 


 


 


 


Bem sei que a Suiça fez a escola na neutralidade e que tem sido uma das excepções na ideia de União Europeia (o que permite, por exemplo, a lavagem legal de dinheiro), mas as restrições à imigração são mais um sinal de que as novas gerações já não têm "memória" da segunda guerra. É de alguma forma o que se passa Portugal com a "memória" do que levou ao 25 de Abril de 1974. E tudo muito naturalmente, claro.


 


As gerações que decidiam na Europa, nas décadas de vinte e de trinta do século passado, não levaram qualquer vacina especial e, em termos históricos, estão à distância de um piscar de olhos. Os europeus que defendem estas restrições só perceberão os efeitos da coisa se um dia sentirem na pele a sua aplicação.


 


 



 


 


  


 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

a direita, a economia e os temas fracturantes

 


 


 



 


  


 


As direitas de Espanha e de Portugal têm muita coisa em comum, mas há diferenças. Os nuestros hermanos não escondem o franquismo e incluem no PP os radicais desta ala. Em Espanha não há radicais apenas à esquerda.


 


Nos temas fracturantes, aqueles que fazem estalar os vernizes, também se notam as semelhanças; mais ainda quando misturam a economia.


 


Repare-se no que escrevi neste post e compare-se com as conclusões dos radicais de direita da Península Ibérica. Quem não relacionar criminalidade com economia deve viver noutro planeta, mas o mais sensato seria não misturar a economia nestas questões.


 


 


"(...)Steven Levitt é considerado uma mente brilhante, objectiva e inovadora no âmbito das ciências económicas norte-americanas. O seu livro “Freakonomics” está na berra. Li-o em duas tardes e gostei. Steven Levitt faz perguntas pouco“ académicas” e obtém resultados surpreendentes. A ideia de que a legalização do aborto contribuiu para a acentuada descida da criminalidade na sociedade norte-americana, deve ter deixado muita gente perplexa.(...)"


 


 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Extrema-direita defende redução da escolaridade

 


 


 


A extrema-direita portuguesa, que constitui a quase totalidade do CDS-PP, uma parte algo numerosa das bases do PSD e uma fatia invisível, mas influente, do PS, defendeu este fim-de-semana a redução da escolaridade obrigatória, chegando a usar como argumento o desperdício da escolaridade para as pessoas de etnia cigana.


 


A extrema-direita portuguesa chegou ao governo em 2003 pela mão de D. Barroso e consegue, como uma votação que varia entre os 5% e os 12%, ter como reféns os dois grandes partidos do trágico arco da governação (o CDS-PP exibe uma centralidade democrata-cristã como máscara da direita radical). Esta tríade que levou o país a mais uma bancarrota e que partilha a corrupção nos aparelhos partidários, beneficia de um amplo consenso nas "elites" que inclinam o país para a direita ao mesmo tempo que ameaçam com a tragédia despesista de uma hipotética governação à esquerda através do perigo, veja-se lá, da radicalidade.


 


Esta herança da última ditadura é abençoada e não consegue ser desmontada com significado eleitoral à esquerda. A esquerda mantém os seus radicais ostracizados, não transmite aos eleitores confiança num exercício maduro e responsável e tem contornos surreais, como se viu depois das últimas autárquicas, onde proliferaram as coligações do PCP com o PSD (até da tal ala mais radical). Dá ideia que andaremos assim até à próxima bancarrota (leia-se saque aos salários e pensões das classes média e baixa, porque a bancarrota é uma constante) e com retrocessos civilizacionais como se evidenciou na proposta da escolaridade.