domingo, 12 de janeiro de 2014

Extrema-direita defende redução da escolaridade

 


 


 


A extrema-direita portuguesa, que constitui a quase totalidade do CDS-PP, uma parte algo numerosa das bases do PSD e uma fatia invisível, mas influente, do PS, defendeu este fim-de-semana a redução da escolaridade obrigatória, chegando a usar como argumento o desperdício da escolaridade para as pessoas de etnia cigana.


 


A extrema-direita portuguesa chegou ao governo em 2003 pela mão de D. Barroso e consegue, como uma votação que varia entre os 5% e os 12%, ter como reféns os dois grandes partidos do trágico arco da governação (o CDS-PP exibe uma centralidade democrata-cristã como máscara da direita radical). Esta tríade que levou o país a mais uma bancarrota e que partilha a corrupção nos aparelhos partidários, beneficia de um amplo consenso nas "elites" que inclinam o país para a direita ao mesmo tempo que ameaçam com a tragédia despesista de uma hipotética governação à esquerda através do perigo, veja-se lá, da radicalidade.


 


Esta herança da última ditadura é abençoada e não consegue ser desmontada com significado eleitoral à esquerda. A esquerda mantém os seus radicais ostracizados, não transmite aos eleitores confiança num exercício maduro e responsável e tem contornos surreais, como se viu depois das últimas autárquicas, onde proliferaram as coligações do PCP com o PSD (até da tal ala mais radical). Dá ideia que andaremos assim até à próxima bancarrota (leia-se saque aos salários e pensões das classes média e baixa, porque a bancarrota é uma constante) e com retrocessos civilizacionais como se evidenciou na proposta da escolaridade.


 


 

4 comentários:

  1. Muito bom. As coisas com Nome e ponto final.

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  2. É que cansa um bocado ouvir o mainstream a fazer referências constantes à extrema-esquerda, não havendo equivalência para a extrema-direita. Ou seja: para a opinião vigente nas últimas décadas a esquerda radical é numerosa e a extrema-direita inexistente. Uma falácia, como é evidente.

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  3. Saudosistas salazarentos, que querem calibrar tudo por baixo. São a favor da desigualdade de oportunidade,
    mas colam-se ao Ronaldo na hora do sucesso.

    Parabéns Cristiano, e a minha homenagem ao Eusébio. foram Homens que cresceram na escola da vida.

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