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sábado, 5 de julho de 2025

De fecho a eito de escolas e do despovoamento do interior

Portugal encerrou escolas a eito - das 15.000 em 2001 para as 5.000 actuais. Foi um factor que contribuiu para o despovoamento do interior. Agora, há uns sinais do processo inverso.



"A nova vida da Vila Velha: a escola que estava fechada vai abrir como creche e o autocarro já anda cheio. A envelhecida Vila Velha de Ródão está a atrair novas famílias — e mais crianças. A população cresce há seis anos, impulsionada pelos postos de trabalho nas fábricas de papel, na habitação mais em conta e nos apoios às crianças. Até as aldeias estão a ganhar vida e não é só neste concelho."




 


 


 

sábado, 6 de março de 2021

Nem a Matemática Escapa

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Os modelos matemáticos Covid-19 de meados de Janeiro projectaram indicadores ainda mais caóticos para os finais de Fevereiro. Mas como se confinou a 24 de Janeiro, os valores não se confirmaram; obviamente. Aliás, a quebra acentuada dos números confirmou as necessidades de confinamento. Mas, e por incrível que pareça, há quem desvalorize os modelos porque os valores registados em finais de Fevereiro eram muito inferiores aos projectados em meados de Janeiro quando ainda não se tinha decidido confinar nesta dimensão; e os leitores que me desculpem a redundância.


E são estes mesmos descredibilizadores que "usam" modelos matemáticos que projectam para 2060 a quebra de x por cento de rendimento dos alunos actuais por cada mês sem aulas na presente pandemia. É imperativo (e já era desde o início da pandemia) defender a escola presencial, mas convém não cair em exageros. Não há modelo matemático realista sem a introdução de variáveis independentes no SPSS  baseadas em fenómenos imprevisíveis e não calendarizáveis: catástrofes, alterações significativas sociais e políticas e desempenhos económicos das nações. E isso é uma “impossibilidade”. Ou seja, "usar" modelos matemáticos para estes futuros  rendimentos dos actuais alunos é que é demagogia e populismo.


Parece que os decisores políticos já perceberam que os modelos matemáticos fornecem indicadores fundamentais, mas com projecções que muito dificilmente se transportam para várias décadas depois em algumas variáveis. O que sabemos da história, e da economia política, dos últimos três milénios é que ajuda muito a pensar o futuro: as nações não falham derivado à insuficiência de riquezas naturais ou por causa do clima, da geografia, da religião, da cultura ou da escolaridade. Falham, e repita-se, porque não conseguem transformar com consistência temporal políticas, empresas e organizações extractivas em inclusivas. Ou seja: não distribuem a riqueza; concentram-na em oligarquias e elites.


E depois, há o que é comum denominar-se por matemática da vida. Como alguém disse, esse exercício não se resume a saber que 2 + 1 é = a 3. É mais complexo. Trata-se de tomar consciência que, por vezes, um simples erro de cálculo pode levar a sérias consequências e que é inadmissível repeti-lo.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

se nos ocuparem o interior, quanto tempo é que a malta de Lisboa e Porto demorará a perceber o acontecimento?

 


 


 



 


 


Se um dia os denominados Jihadistas recuperarem Granada e Córdoba com a ideia de dominarem a Penísula Ibérica (o Gharb al-Andalus incluía o que é hoje o território português, o Alhambra demonstra como isso foi possível e não se pode dizer que a história não se repete) do mesmo modo que estão a erguer um Califado na Síria e no Iraque, há uma interrogação que devemos colocar: com o despovomento em curso, quanto tempo é que a malta de Lisboa e Porto demorará a pereceber a ocupação do interior?


 


 


 


 


 

terça-feira, 24 de junho de 2014

do encerramento de escolas, do despovoamento do país e de sei lá mais o quê

 


 


 


Como sempre se disse, os números reais deste milénio não enganam: temos menos 4000 e tal escolas (outros dizem que já passa os 6000) e menos 40 mil professores (outros dizem que ultrapassa os 50 mil). Não há redução da natalidade que explique o flagelo.


 


Ouvir a malta do arco da governação a debater (ou a jogar ténis de mesa) o encerramento de escolas torna-se risível e trágico. O passa-culpas é ridículo. O seu verdadeiro desprezo pelo sistema escolar vai ao ponto de silenciarem o aumento do número de alunos por turma, os cortes curriculares e os restantes cortes a eito. Um país com um mínimo de seriedade fazia o oposto.


 


Sobre o encerramento de escolas, é preferível a sinceridade da SICN: convida o Paulo Guinote para uma opinião pública sobre o assunto e substitui o momento pelos índices de suspeição lesional dos jogadores da selecção.


 


 


 


 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

começou no "país de tanga"

 


 


 


 


 


Os cortes a eito na escola pública começaram com o Governo do "país de tanga" e não pararam. Durão Barroso deu corpo à agenda de "tudo está mal na escola pública" e os sociólogos, acompanhados de eduqueses I e II (como é o caso de Crato), perpetraram uma engenharia social que os tornou estrelas financeiras para a malta ultraliberal onde se incluem socialistas de terceira via e sociais-democratas desmemoriados ou com passagem oculta pelo BPN.


 


Os professores do ensino não superior são de longe o sector mais arrasado (o adjectivo já não choca, pois não?) da administração central (eram, grosso modo, 160 mil nas escolas públicas quando Durão Barroso tomou posse e hoje são já menos de 100 mil) e o encerramento de escolas assumido pelo arco governativo (que foi muito para além do imperativo de modernização da rede escolar) no norte e no interior do país atingiu os milhares e beneficiou da palidez dos cidadãos e dos respectivos autarcas de todas as cores e feitios. Este estranho fenómeno continuará no próximo ano com mais 200 abatimentos para incentivar a natalidade.


 


 



 


 


 


 


 

terça-feira, 24 de julho de 2012

são uns destemidos

 


 


 


Portugal já encerrou, desde 2005, 3720 escolas porque temos uns decisores políticos "reformistas" e "destemidos". Agora temos Nuno Crato a negar tudo o que defendeu sobre o fecho de escolas. Mas este ministro existe?


 


É impressionante como o sistema escolar português público, que, a par do sistema de saúde, tem indicadores de excelência iguais ao que de melhor existe, é apenas defendido a sério pelos professores. Existe um ou outro deputado que o faz com convicção, mas o silêncio é ensurdecedor.


 


A ausência de voz de todos os partidos políticos parece que tem como contrapartida a eternamente adiada reforma das autarquias. As empresas municipais e as fundações mantêm o registo intocável das PPP´s e dos BPN´s e os professores portugueses continuam os escolhidos.


 


Poupança com fecho de escolas é pequena comparada com vantagens educativas, diz Crato

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

cantina

 


 



 


Ver um telejornal num canal generalista até é um bom treino para os tempos que teimam em continuar. Isabel Alçada declarou o encerramento de escolas que não tenham cantina, entre outras vallências. Adequado. O nome feminino significa o lugar onde se fornecem refeições aos trabalhadores da mesma empresa, estabelecimento, fábrica, quartel ou a instituição de beneficência que fornece alimento e outros auxílios sobretudo a crianças e pobres. Cantina vem do italiano cantina, «cave; adega» e do francês cantine, «cantina».


 

Pensando bem, o governo está a fazer tudo o que é possível para armazenar as nossas crianças pobres em dispendiosas instalações, onde serão servidas por proletários (com o máximo de respeito pelos proletários) de olheiras profundas ao fim da primeira semana do ano lectivo.

sábado, 16 de outubro de 2010

terraplenagem

 


 


Os mega-agrupamentos e o fecho de escolas também foram orçamentados. Sem qualquer evidência de poupança no primeiro problema e com sérias dúvidas na eficácia anti-despesista do segundo, a terraplenagem na história das escolas públicas movimenta-se de novo. É espantoso como o partido do governo se quer apresentar como o arauto na defesa da escola pública depois do somatório de políticas desastrosas que provocaram o contrário.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

afinal

 


 


Quando escrevi este post tinha informações que me levaram a concluir que a autarquia de Chaves estava de acordo com o fecho a eito de escolas no seu concelho. Afinal não é bem assim.


 


Chaves perdeu 65 escolas em apenas quatro anos


"Em apenas quatro anos, Chaves perdeu 65 escolas do Ensino Básico. O concelho passou de 84 unidades escolares para apenas 19. Os números, avançados ao CM pela Câmara de Chaves, incluem já as 17 escolas primárias que não vão abrir portas este ano lectivo. A lista anunciada pelo Ministério da Educação apanhou de surpresa pais, alunos, professores e até o próprio presidente da câmara.(...)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

despovoamento

 


 



 


 


O tempo encarregar-se-á de explicar a justeza da decisão de encerramento a eito de escolas de primeiro ciclo. Nalguns casos, e com a substituição na mesma área geográfica por centros escolares mais bem equipados, parece-me incontestável. O que é desde logo motivo de apreensão é sabermos de crianças que passam a percorrer várias dezenas de quilómetros diários para chegarem à escola.


 


Pode consultar, aqui, uma lista concelhia com as escolas que vão encerrar.