A democracia mediatizada tem destas coisas: se há um assunto que passámos a vida a estudar, é natural que, pelo menos sobre essa matéria, nos indignem as pessoas que, tendo um acesso ilimitado aos meios de comunicação de massas, falem com desfaçatez sobre aquilo que desconhecem. É o caso da educação escolar em Portugal.
Em homenagem a essa forma de ganhar a vida, reedito uma publicação que o meu caro leitor pode já ter encontrado por aqui, mas a propósito de outro assunto: "on bullshit".
“On bullshit” é o título de um pequeno livro do filósofo americano Harry G. Frankfurt e na tradução portuguesa ficará, provavelmente, como “a conversa da treta”.
Mesmo com a quantidade enorme de “bullshit” nas nossas sociedades, não há estudos profundos sobre o tema, diz o autor.
Por isso, “não existe uma teoria geral do “bullshit”, o que é paradoxal, considerando a sua ubiquidade”.
“O “bullshit “ é uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira, pois está totalmente desligado de uma preocupação com a verdade - enquanto os mentirosos podem manter uma ideia clara da verdade. O “bullshit” é objecto de uma estranha tolerância, enquanto a mentira é vista em geral sem benevolência”.
“Outra das razões para o aumento do “bullshit “, é o facto da sociedade actual exigir de todos que tenhamos opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo que desconhecemos - o que constitui uma excelente oportunidade para “bullshit “.
Neste contexto, é evidente que o mundo dos media constitui um excelente caldo de cultura “bullshit “.
Em homenagem a essa forma de ganhar a vida, reedito uma publicação que o meu caro leitor pode já ter encontrado por aqui, mas a propósito de outro assunto: "on bullshit".
“On bullshit” é o título de um pequeno livro do filósofo americano Harry G. Frankfurt e na tradução portuguesa ficará, provavelmente, como “a conversa da treta”.
Mesmo com a quantidade enorme de “bullshit” nas nossas sociedades, não há estudos profundos sobre o tema, diz o autor.
Por isso, “não existe uma teoria geral do “bullshit”, o que é paradoxal, considerando a sua ubiquidade”.
“O “bullshit “ é uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira, pois está totalmente desligado de uma preocupação com a verdade - enquanto os mentirosos podem manter uma ideia clara da verdade. O “bullshit” é objecto de uma estranha tolerância, enquanto a mentira é vista em geral sem benevolência”.
“Outra das razões para o aumento do “bullshit “, é o facto da sociedade actual exigir de todos que tenhamos opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo que desconhecemos - o que constitui uma excelente oportunidade para “bullshit “.
Neste contexto, é evidente que o mundo dos media constitui um excelente caldo de cultura “bullshit “.
(reedição)
Bom dia.
ResponderEliminarO Correntes está mais uma vez em destaque. Aparece na Homepage do SAPO e na Página Principal dos Blogs.
Boa continuação :)
Obrigado Joana. Abraço.
ResponderEliminarObrigado. Vou lá de seguida. Abraço.
ResponderEliminarufa, obrigado, abraço.
ResponderEliminarclaro que existem abundantes estudos da sociologia do conhecimento sobre o poder da linguagem comum. Claro que lendo o seu texto tenho que lhe dizer o seguinte: eu tenho uma opinião sobre o assunto (MAS NÃO DIGO!). :)
ResponderEliminar:). Abraço.
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