terça-feira, 11 de novembro de 2008

vinte mil

 


 



 


 


 


Já o escrevi mais do que uma vez: o facto de se ter aceite que os professores contratados fossem avaliados no ano lectivo anterior, foi uma verdadeira obscenidade.


 


Bem sei que isso constava do tal memorando de entendimento entre o ministério da Educação e a plataforma sindical e que os conselhos executivos, uns mais a contra-gosto do que outros, não encontraram outro caminho.





Mas foi assim. E já nem interessa bater mais na plataforma sindical por se ter prestado a esse papel. A força dos professores permitiu que aprendessem bem a lição, como se viu no processo que levou à manifestação da razão do dia 8 de Novembro de 2008. Espero não estar enganado.


 


 



 


 


Mas o que talvez ninguém esperasse aconteceu. O ministério da Educação, e a sua corte de "spin-doctors", usa essa espécie de pontuação obtida pelos professores contratados, para argumentar no seguinte sentido: a avaliação já se está a fazer e, veja-se lá, com dois ou três requintes inacreditáveis: dizem já se conhecer, entre esses 7 mil (depois 12 mil, agora 20 mil, enfim, contas a que já nos vão habituando), quem são os excelentes e também os insuficientes, estes últimos em número de 7 por cento. Mas que coisa mais aterradora: não me sai mais nada: mentes tortuosas e perversas e a mais completa desorientação.


 


É uma vergonha. É o mais profundo desrespeito pelos elementos mais rudimentares da boa convivência democrática.


 


Todos sabem que a pontuação obtida pelos professores contratados em nada obedeceu ao que o estafado modelo de avaliação previa inicialmente. Foi um processo feito à pressa e com o único objectivo de pontuar os professores, sobrevalorizando o produto em detrimento do mais elementar respeito pelas regras processuais.


 


 



 


 


E o pior estava ainda para acontecer: vejo vários dirigentes do partido socialista a espalharem aos sete ventos este chorrilho de disparates. Só podem estar anestesiados pela máquina de propaganda que está montada e de que tanto se orgulham. É bom lembrar a estes dirigentes, que eles não se coibiram de apontar a infernalidade semelhante que existiu num passado recente. Pode ser que se venham a arrepender, mas podem estar seguros que as pessoas que se situam do lado da razão não o esquecerão.


 


 


 

6 comentários:

  1. É mesmo assim. Não houve solidariedade com os mais frágeis do sistema. O Paulo bem chamou a atenção na altura certa. E como tinha razão.
    " Pode ser que se venham a arrepender, mas podem estar seguros que as pessoas que se situam do lado da razão não o esquecerão."

    Concordo. Do lado da razão estão 120 mil e alguns são socialistas. Não serão é nunca mais PS, enquanto estes senhores mandarem no partido. Renovar pessoas é renovar ideias.

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  2. Isso. Então? As viagens correram bem? Como vão esse sentimentos?

    Abç ou bj.

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  3. Hoje ouvi o seguinte: "O Manuel Alegre já não é do PS". Sorri. Não resisti a lembrar que se calhar só ele é que ainda é.

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  4. E eu que não gosto de multidões fui literalmente rodeada de 119.999.

    VALEU. Os resultados começam a surgir? Será que estou muito optimista?
    Pelo que vou lendo por aqui, o monstro está de partida. Uh...

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  5. Sim, claro. O monstro nunca nasceu, dada a sua inexequibilidade. Só estava no diploma. E não basta falar em reduzir depois. como vejo na opinião de Marçal Grilo: era necessário ter um ponto de partida sensato e exequível.

    Cumprimentos.

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  6. Essa foi completamente certeira. Abraço Rui.

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