quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

escola exclusiva

 


 



 


 


Asseveram os números: desde Março de 2008 já se reformaram mais de 5000 professores; os algarismos não retratam as condições em que muitos desses professores solicitaram o fim das suas carreiras, mas sabe-se que o fizeram com penalizações de que nunca serão ressarcidos; é brutal e iníquo. É importante considerar que muitos deles o fizeram no bom uso das suas faculdades profissionais; mas estavam saturados e exaustos com o estado actual do sistema escolar português.


 


Entretanto leio umas declarações da ministra da Educação em que é referida a necessidade de rupturas no sentido da melhoria do sistema escolar.


 


Associando as duas notícias - elas relacionam-se sempre, apesar do meu desconhecimento sobre a sua linear ligação - importa sublinhar o seguinte: uma organização que se queira inclusiva - e no caso das escolas salienta-se sempre a necessária inclusão dos alunos - não deve viver num ambiente de exclusão; e a isso não pode escapar o ambiente inclusivo para os seus profissionais.


 


É nessa atmosfera positiva que se geram as cooperações mais entusiasmadas e onde o sonho renova as almas. É factual, é necessário e deveria ser óbvio. Para nossa desgraça, o que se tem conseguido fazer é o oposto: com convicção e, pelo que se vê, também com pompa.


 


A poesia fugiu de Portugal.

2 comentários:

  1. PROF. FARTO DESTA ESCOLA EXCLUSIVA22 de janeiro de 2009 às 23:56


    Gosto de enfrentar as dificuldades para as superar. Sem obstáculos, não haveria esforço nem luta. E a vida seria insípida.

    K. GIBRAN


    Vida insípida

    Um paladar corrompido pela amargura da vida não sente o gosto do mel, apenas a amargura do fel. Um olhar sem esperança não sente os efeitos de um belo dia de sol, apenas a frialdade de noites intermináveis.

    Juraci Rocha Silva

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