terça-feira, 29 de dezembro de 2009

ciclos de má burocracia

 


 


 



Foi daqui.


 


 


 


É certo que os professores enfraqueceram a injusta divisão da carreira e o monstro burocrático que era a versão inicial da avaliação do desempenho. E derrubaram essas inexequíveis políticas porque foram impulsionados pela força da razão. Foi uma lição de cidadania.


 


Mas como se começa a concluir, a origem das desastradas propostas continua viva e bem activa. Dá ideia que do lado de quem chefia estas monstruosidades nada se aprendeu. É certo que o desnorte financeiro está bem presente mas isso não justifica tudo. Há muita vida para além do orçamento e, no caso da Educação, essa asserção é mesmo gritante.


 


A mais-do-que-esperada rotura entre o actual ME e os professores não será provocada apenas pelos contingentes de vagas. Embora isso seja decisivo, há outras matérias em que as possibilidades de entendimento começam a esgotar-se. E na génese de todo este problema está uma certeza há muito conhecida: os membros do governo, e muitos dos actores do poder central da Educação, desconfiam dos professores e têm horror ao ensino e às salas de aula.


 


Só por isso, e ao contrário do que acontece nos países civilizados, se continua a insistir em ciclos avaliativos de dois anos e não de quatro. É o massacre burocrático que originou o êxodo com penalização de muitos dos melhores e mais experientes professores. E a saga parece não ter fim.


 


Pode saber mais aqui.

7 comentários:

  1. É mesmo isso: este governo DESCONFIA DOS PROFESSORES, principalmente dos que gostam da sala de aula. VERGONHA. E NÂO APRENDERAM NADA! Janeiro não será um mês frio!

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  2. Um professor resistente29 de dezembro de 2009 às 19:53

    Vamos arregaçar as mangas e lutar até onde for preciso.

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  3. Longe fisicamente mas sempre em comunhão espiritual. Não desistiremos.

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  4. O governa desconfia de nós...Eu também sempre desconfiei do governo...
    Claro que têm horror às salas de aula!
    Veja-se esta d. Isabel que deu uns 7 ou 8 anos de aulas e se julga gente...

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  5. Eu desconfio muito. Quem dá aulas 6 anos e foge para outras "cadeiras" é professor? Continua com a "titularidade"? E nós somos o quê?

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  6. Um professor resistente30 de dezembro de 2009 às 00:40

    Isso. A desconfiança é mútua.

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