É certo que os professores enfraqueceram a injusta divisão da carreira e o monstro burocrático que era a versão inicial da avaliação do desempenho. E derrubaram essas inexequíveis políticas porque foram impulsionados pela força da razão. Foi uma lição de cidadania.
Mas como se começa a concluir, a origem das desastradas propostas continua viva e bem activa. Dá ideia que do lado de quem chefia estas monstruosidades nada se aprendeu. É certo que o desnorte financeiro está bem presente mas isso não justifica tudo. Há muita vida para além do orçamento e, no caso da Educação, essa asserção é mesmo gritante.
A mais-do-que-esperada rotura entre o actual ME e os professores não será provocada apenas pelos contingentes de vagas. Embora isso seja decisivo, há outras matérias em que as possibilidades de entendimento começam a esgotar-se. E na génese de todo este problema está uma certeza há muito conhecida: os membros do governo, e muitos dos actores do poder central da Educação, desconfiam dos professores e têm horror ao ensino e às salas de aula.
Só por isso, e ao contrário do que acontece nos países civilizados, se continua a insistir em ciclos avaliativos de dois anos e não de quatro. É o massacre burocrático que originou o êxodo com penalização de muitos dos melhores e mais experientes professores. E a saga parece não ter fim.
Pode saber mais aqui.
É mesmo isso: este governo DESCONFIA DOS PROFESSORES, principalmente dos que gostam da sala de aula. VERGONHA. E NÂO APRENDERAM NADA! Janeiro não será um mês frio!
ResponderEliminarVamos arregaçar as mangas e lutar até onde for preciso.
ResponderEliminarLonge fisicamente mas sempre em comunhão espiritual. Não desistiremos.
ResponderEliminarO governa desconfia de nós...Eu também sempre desconfiei do governo...
ResponderEliminarClaro que têm horror às salas de aula!
Veja-se esta d. Isabel que deu uns 7 ou 8 anos de aulas e se julga gente...
Presente.
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ResponderEliminarEu desconfio muito. Quem dá aulas 6 anos e foge para outras "cadeiras" é professor? Continua com a "titularidade"? E nós somos o quê?
Isso. A desconfiança é mútua.
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