Na primeira noite, eles aproximam-se
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam o nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
Maiakovski
(Georgia,1893 – Moscovo,1930)
ResponderEliminarPois é, se não dizemos nada...
A crítica só é activa se for dita. Na solidão da nossa consciência elas ( as palavras) são apenas potência passiva. Há que actualizá-las para serem.
Não podemos permitir que nos roubem a lua.