
Nesta fase de insuportável inércia (desacredita de tal maneira o que sobra da imagem social da escola pública que até parece premeditado) e de obstinado (para não variar) mau perder, as mais despudoradas especulações podem acontecer. Sabemos dos hábitos da imprensa sensacionalista e também conhecemos os apetites dos especuladores encartados: e não nos iludamos: existem vontades que a ética condena em todos os lugares onde os humanos se aguentem.
Vem isto também a propósito das recentes tragédias humanas na Educação. Se são condenáveis os aproveitamentos com o sofrimento alheio são igualmente reprováveis os apelos comprometidos ao silêncio principalmente por parte dos que indefectivelmente defenderam os desastres anunciados. Deseja-se sensatez e uma firme denúncia das malfeitorias de que foi alvo o poder democrático da escola pública.
Ouvi hoje um desabafo mais ou menos assim: os professores venceram em nome da justiça mas custa muito aguentar este longo período em que até as mais concludentes vitórias se assemelham à mais dura das derrotas.
Uma receita possível pode estar em qualquer coisa semelhante ao que escolhi para título deste post; mas mais: tempo e firme convicção.
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