terça-feira, 12 de outubro de 2010

agenda vazia

 


 


Tens andado irritado com os sindicatos, dizia-me há tempos um amigo meu. Nos acordos assinados com o governo - em 2008 e em 2009 - os assuntos fundamentais ficaram de fora. Escrevi-o vezes sem conta. Foram oportunidades desgraçadamente perdidas. O governo era a parte vencida.


 


Houve uma comunhão com o governo nos factores fundamentais para esse estado de inacção: a infantilização da educação, o excesso de garantismo dos alunos, a utilização de procedimentos carregados com excesso de burocracia, a falta de convicção no poder democrático da escola e a ausência de ideias claras e modernas sobre cultura organizacional de escolas. Em suma, na mesa de negociação confrontavam-se elementos das mesmas escolas.


 


Mesmo sem bola de cristal percebia-se que mais cedo ou mais tarde os salários, e as progressões, seriam congelados. Parece que vão ser reduzidos. Tinha sido obrigatório acabar com um modelo de avaliação que quer medir o imensurável, eliminar um conjunto de procedimentos burocráticos que asfixiam o ensino, devolver a democracia às escolas, alterar os horários dos professores e por aí adiante.


 


E agora? O que resta? Ameaça de rompimento (outra vez) de um acordo e participação numa greve geral de mãos atadas atrás das costas. Sabe-se que tem de se fazer greve, mas também se conhecem quais vão ser os resultados.

8 comentários:

  1. E agora, Paulo? A luta continua!

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  2. Mas greve? Mais do mesmo. Não há outras formas de protesto?
    O passado não dá ensinamentos para o presente?

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  3. Se cruzamos os braços fazem o que querem. Não há outra hipótese a não ser lutar com as forças que ficaram. Aceitam-se sugestões.

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  4. E quem paga? Já ficámos sem uma parte do salário.

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  5. Só nos resta emigrar. sair do País. Mas para uma emigração de luxo como por exemplo o fazem os nossos compatriotas que andam lá por Bruxelas.

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  6. Sindicalista, já erguemos braços e punhos e houve quem malbaratasse toda essa força conjunta em nome de acordos duvidosos e com resultados à vista.
    A porcaria está feita, o país está à beira do abismo e vamos todos dar as mãos e mergulhar?! Deixaram se embalar pelo canto da sereia e agora? Um dia de greve não é nada e acha que mesmo um só dia não é um rombo nos ordenados de muitos professores? E para quê?! Você e todos nós sabemos que uma greve não altera um milímetro da situação de beco sem saída do país.
    Haja pachorra! É o descrédito do sindicalismo.

    Nina Santos

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  7. Pois...o argumento que o acordo foi feito para não perdermos tudo está definitivamente infirmado!

    E agora?

    Não sei se o disse aqui...greve por tempos lectivos ,ou blocos,ou segundas partes dos blocos,por tempo indeterminado, o mesmo relativamente a funções não consignadas no ECD, por exemplo a de relator...

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