Tens andado irritado com os sindicatos, dizia-me há tempos um amigo meu. Nos acordos assinados com o governo - em 2008 e em 2009 - os assuntos fundamentais ficaram de fora. Escrevi-o vezes sem conta. Foram oportunidades desgraçadamente perdidas. O governo era a parte vencida.
Houve uma comunhão com o governo nos factores fundamentais para esse estado de inacção: a infantilização da educação, o excesso de garantismo dos alunos, a utilização de procedimentos carregados com excesso de burocracia, a falta de convicção no poder democrático da escola e a ausência de ideias claras e modernas sobre cultura organizacional de escolas. Em suma, na mesa de negociação confrontavam-se elementos das mesmas escolas.
Mesmo sem bola de cristal percebia-se que mais cedo ou mais tarde os salários, e as progressões, seriam congelados. Parece que vão ser reduzidos. Tinha sido obrigatório acabar com um modelo de avaliação que quer medir o imensurável, eliminar um conjunto de procedimentos burocráticos que asfixiam o ensino, devolver a democracia às escolas, alterar os horários dos professores e por aí adiante.
E agora? O que resta? Ameaça de rompimento (outra vez) de um acordo e participação numa greve geral de mãos atadas atrás das costas. Sabe-se que tem de se fazer greve, mas também se conhecem quais vão ser os resultados.
APLAUDO!!!
ResponderEliminarE agora, Paulo? A luta continua!
ResponderEliminarMas greve? Mais do mesmo. Não há outras formas de protesto?
ResponderEliminarO passado não dá ensinamentos para o presente?
Se cruzamos os braços fazem o que querem. Não há outra hipótese a não ser lutar com as forças que ficaram. Aceitam-se sugestões.
ResponderEliminarE quem paga? Já ficámos sem uma parte do salário.
ResponderEliminarSó nos resta emigrar. sair do País. Mas para uma emigração de luxo como por exemplo o fazem os nossos compatriotas que andam lá por Bruxelas.
ResponderEliminarSindicalista, já erguemos braços e punhos e houve quem malbaratasse toda essa força conjunta em nome de acordos duvidosos e com resultados à vista.
ResponderEliminarA porcaria está feita, o país está à beira do abismo e vamos todos dar as mãos e mergulhar?! Deixaram se embalar pelo canto da sereia e agora? Um dia de greve não é nada e acha que mesmo um só dia não é um rombo nos ordenados de muitos professores? E para quê?! Você e todos nós sabemos que uma greve não altera um milímetro da situação de beco sem saída do país.
Haja pachorra! É o descrédito do sindicalismo.
Nina Santos
Pois...o argumento que o acordo foi feito para não perdermos tudo está definitivamente infirmado!
ResponderEliminarE agora?
Não sei se o disse aqui...greve por tempos lectivos ,ou blocos,ou segundas partes dos blocos,por tempo indeterminado, o mesmo relativamente a funções não consignadas no ECD, por exemplo a de relator...