quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

pisa 2009: da gestão escolar

 


 


 


 


Há três maneiras de não dizer a verdade: mentir, omitir ou apresentar estatísticas. Quem crê na terceira de forma efusiva é porque está aflito de argumentos.


 


Os resultados do PISA 2009 estão a percorrer o mundo mediático. Gostava de conhecer em detalhe a amostra portuguesa. As verificações, de três em três anos, realizadas neste milénio demonstram uma melhoria dos alunos portugueses, com uma estagnação ou recuo no período de 2003 a 2006.


 


Se tudo começa - sem se esgotar, claro - no pré-escolar e no primeiro ciclo, e nas condições socio-económicas, podemos suspeitar que as principais causas estão na última década do século passado, na composição das amostras e na estabilidade escolar conseguida em boa parte desta década, com a concretização de umas gotas de autonomia e de responsabilidade local (leia-se com atenção as conclusões do relatório PISA2009, e conclua-se da importância conferida à autonomia e à responsabilidade local).


 


O chefe do governo empenhou-se para retirar o poder democrático à escola pública e para reforçar a centralização do poder. Aconteceu em 2009, ano da realização da última verificação PISA. Ou seja, o poder democrático da escola não impediu que se verificasse a subida que pode ler no gráfico. Pode até ter contribuído. Como é que ficamos neste domínio?


 


8 comentários:

  1. Ainda há outra maneira de não dizer a verdade... é dizer inverdades!

    ;)

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  2. 1) Interessantes pistas.

    2) Mas há outra maneira de não dizer verdades: é dizer trivialmente falsidades, por exemplo, devido a ignorância não sabida. Se as falsidades forem presumidamente intencionais, são mentiras. O que no caso em apreço...

    Abraço

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  3. Olá Paulinho

    Eh pá não sei o que se passou... mas o comentário foi publicado da maneira que vês... peço desculpa.. e dá um jeito nisso por favor.

    Abração,

    Agostinho

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  4. "Há três espécies de mentiras: as mentiras, as mentiras sagradas e as estatísticas."

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  5. Obrigado!
    Só falta o autor da frase: Mark Twain.
    Curioso não é?

    Abração.

    Agostinho

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