sábado, 26 de março de 2011

dos formatados

 


 



 


 


 


O deputado Pacheco Pereira votou contra a suspensão da avaliação de professores. É a democracia. Esse facto legitima os que defendem que interessou mais a queda do monstro, e o abalo nas ideias subjacentes, do que as cores partidárias que votaram nesse sentido. Se os democratas que apareceram a defender a manutenção do desmiolo o estudassem bem e tentassem perceber o que se passou na France Telecom, talvez se arrepiassem com o que andam a afirmar. A história e o tempo talvez se encarreguem da elucidação.


 


Os argumentos do deputado do PSD revelam algo que já se suspeitava: há um conjunto de políticos de antiga influência que estão a ver a realidade a fugir-lhes entre os dedos; já foi assim com as análises à geração à rasca e regressa agora. A visão maniqueísta dos bons governantes e dos maus sindicatos é uma disquete do passado. Pacheco Pereira declarou que votou contra para não ver os sindicatos a mandarem de novo nas escolas. O deputado está tão formatado que nem percebeu o que se conseguiu; apesar dos sindicatos, votou-se o fim daquela avaliação. O problema português é também geracional: a das benesses ilimitadas deve ser muito mais humilde para não ficar mal, de vez, na fotografia.

6 comentários:

  1. Pró Tarrafal, já -:)

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  2. a mulher é a teresa calçada das bibliotecas...

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  3. quer dizer...o disquete e o fantasma da cassete...

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  4. Um trabalhador da France Telecom suicidou-se ontem devido a problemas de trabalho, elevando para 24 o número de funcionários da empresa que nos últimos 18 meses colocaram fim à própria vida.

    Casado e pai de dois filhos, o homem de 51 anos deixou uma carta à família afirmando que o ambiente infernal que se vivia na empresa esteve na causa do seu suicídio.

    A France Telecom confirmou o suicídio do funcionário e o presidente da empresa, Didier Lombard, viajou imediatamente para Annecy, indicou o grupo.

    Com este suicídio sobe para 24 o número de funcionários da empresa que colocaram fim à própria vida desde Fevereiro de 2008, um comportamento que os sindicatos atribuem ao stress causado pela gestão empresarial e pelas condições de trabalho.

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