terça-feira, 30 de agosto de 2011

primeira página

 


 


O jornal Público escolheu, para a primeira página da edição de hoje, a avaliatite de professores como destaque principal. É mesmo a silly season, a falta de assunto e a radiografia de um país com falência anunciada. Quem não saiba do que se passa, fica a conhecer que os professores dos escalões mais elevados - o 8º, o 9º e o 10º (ainda ninguém está posicionado no 10º) - da carreira passam a ser avaliados. Ou seja, estes professores têm de entregar um relatório até 6 páginas, incluindo anexos, no ano anterior à mudança de escalão. Quando alguém estiver no 10º escalão, apresentará as seis páginas rumo à lua. Quando houver descongelamento das progressões, o modelo recorrerá a uma máquina do tempo para cumprir a lei então vigente. A sério que isto está escrito e é apresentado com pompa e a troco de uma qualquer coreografia. E o mais engraçado - ou triste, como se queira - é que toda esta patologia, em forma da guerra de minutas que tanto encanta os maus burocratas, provoca iras e gáudios entre os professores.


 


Para que a repetição não me contamine com avaliatite aguda, remeto o leitor para este post.

5 comentários:

  1. A avaliatite ” não tem cura.

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  2. Olha, rumo à lua é que eu ia. Será que nos próximos concursos já há vagas na lua?
    A avaliatite é uma doença, penso que contagiosa. Hoje, um colega de outro Agrupamento cá do burgo, que é avaliador, contou-me que há colegas que vão entregar 3 (três!) dossiês de evidências!
    Haja paciência!

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  3. muito muito bom... humorado e informado... e lúcido...

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  4. Concordo em tudo excepto no seguinte:nos 8º, 9º e 10ºs escalões "onde ninguém está"? Ou onde está grande parte? Não há números, o Ministério deveria fornecê-los e nós fazemos cálculos consoante a realidade que conhecemos, empiricamente...

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  5. Ninguém está no 10º escalão, Clara. Peço desculpa se não fui claro. Corrigi. Obrigado.

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