domingo, 10 de junho de 2012

"cartelização de capitais"

 


 



 


 


Foi estranho ouvir pessoas do grupo "mais sociedade" dizerem que desconheciam o que é o neoliberalismo e depois ouvi-las a teorizar sobre a avaliação de pessoas. Se não desconheciam a história, então eram um caso que se devia considerar.


 


Dizerem que a avaliação das pessoas tinha de ser uma exigência diária que institua a meritocracia, foi uma linguagem bem-pensante e sedutora que se podia transformar em totalitária, como foi exemplo o caso France Telecom. A avaliação do desempenho profissional tem de ser discutida no âmbito da sua aplicabilidade.


 


Para percebermos o que queriam esses ultraliberais, tínhamos de os obrigar a determinarem com rigor a medição dos resultados da produção e a estabelecerem quem-avalia-quem. Como alguém disse, nem um calceteiro pode ser avaliado de um modo puramente quantitativo e meritocrático.


 


Quando essa espécie de políticos se esconderam na negação do neoliberalismo, trouxeram à memória os outrora novos liberais que diziam que Keynes, Stuart Mill ou Adam Smith tinham sido liberais da mesma colheita anglo-saxónica.


 


Espalharam-se duplamente. Os tempos são outros e os pensamentos dos autores citados estão escritos e contextualizados. As propostas que a "mais sociedade" apresentou, evidenciaram o serviço do neo no neoliberalismo e sustentaram às claras o argumentário dos que apontavam para um liberalismo contemporâneo que tinha muito a ver com Milton Friedman e que estava fora de Keynes, de Adam Smith ou de Stuart Mill.


 


O que ninguém duvida é que esse liberalismo com neo branqueia poderes privados não sufragados pelo voto e está acima de qualquer prestação de contas. E a "mais sociedade" só se importunou com o poder político, mesmo com o que tinha legitimidade democrática.


 


Esse liberalismo "desconhece" a "cartelização de capitais" e tem influência suficiente para nos penhorar a todos sem remissão. Pois é. É um liberalismo que justifica um prefixo ainda mais nocivo: ultra, por exemplo. Na Europa essa questão vai colocar-se nos tempos mais próximos e voltarei ao assunto.


 


"cartelização de capitais", que a "mais sociedade" também negava servir, repito, é a que nos exige um soldo para termos direito ao oxigénio e ao emprego.


 


 


 


 


 


(Já usei este texto noutro post)


 


 

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