domingo, 8 de junho de 2014

as costas largas da inveja

 


 


 


 


 


A corrupção ao estilo norte-americano contaminou a Europa. Foi mais ao menos assim que, por volta de 2007, Joseph Stiglitz enunciou um princípio que nunca tinha ouvido. Os últimos sete anos comprovam a tese do prémio Nobel.


 


Há dias fomos confrontados com a situação profissional de Vítor Gaspar no FMI: "(...)Vítor Gaspar vai receber um salário de 23 mil euros mensais isentos de impostos no Fundo Monetário Internacional (FMI). O ex-ministro das Finanças, que fará 54 anos em Novembro, pode pedir a pré-reforma após trabalhar três anos nesta instituição, segundo os estatutos da mesma.(...)Se o ex-ministro não optar pela pré-reforma, terá aos 65 anos direito à pensão completa que corresponde a 70 % do salário.(...)".


 


É bom que se sublinhe que o FMI é financiado pelos Estados; pelos nossos impostos, portanto. Nos últimos anos, conhecemos inúmeros casos semelhantes a este de Gaspar, percebemos como fizeram escola e como nos empurraram para o estado em que estamos colocando em causa até uma das maiores conquistas civilizacionais: o estado social. Podemos imaginar o que se passa nos EUA e na Europa. Os orçamentos que sustentam Washington e o eixo Bruxelas/Estrasburgo são denunciados como obscenos pela mais elementar sensatez em qualquer latitude.


 


Denunciar estas delapiações das finanças dos Estados não é inveja. A inveja existe, mas não tem as costas tão largas assim.


 


 


 


 

4 comentários:

  1. E se calhar ainda vai acumular com a reforma do Banco de Portugal...Para o FMI contribuem todos os países qua a ele aderiram, portanto também Portugal...Vítor Gaspar soube perfeitamente o que andou por cá a fazer... Isto é traição à pátria... Nem período de nojo...

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  2. Bem prega frei Tomás. Os cortes nas reformas são para os outros.

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